
Bolsonaro e a deputada federal cassada Silvia Waiãpi
O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta quinta-feira (13), os mandatos de sete deputados federais eleitos em 2022. A decisão foi baseada na inconstitucionalidade das regras utilizadas para a distribuição das sobras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou recalcular os votos para definir os novos parlamentares que assumirão os cargos.
- Sílvia Waiãpi (PL-AP)
- Sonize Barbosa (PL-AP)
- Professora Goreth (PDT-AP)
- Augusto Puppio (MDB-AP)
- Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
- Lebrão (União-RO)
- Lázaro Botelho (PP-TO)
Mudanças nas regras das sobras eleitorais
Em fevereiro de 2024, o STF determinou que todos os candidatos e partidos poderiam concorrer às sobras eleitorais, derrubando exigências aprovadas em 2021. As regras anteriores restringiam a distribuição das sobras ao desempenho dos partidos e impunham um percentual mínimo de votação para os candidatos. A maioria dos ministros entendeu que esses filtros violavam o pluralismo político e a soberania popular.
Ministros divergentes e argumentos
O julgamento teve início em junho de 2024 no plenário virtual, mas foi reiniciado no plenário físico após um pedido de destaque do ministro André Mendonça. Na ocasião, alguns ministros anteciparam seus votos, consolidando a maioria.
- Professora Marcivânia (PCdoB-AP) substituirá Professora Goreth (PDT-AP)
- Paulo Lemos (PSOL-AP) entrará no lugar de Silvia Waiãpi (PL-AP)
- André Abdon (PP-AP) substituirá Sonize Barbosa (PL-AP)
- Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ocupará o cargo de Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
- Rafael Bento (Podemos-RO) entrará no lugar de Lebrão (União-RO)
- Tiago Dimas (Podemos-TO) substituirá Lázaro Botelho (PP-TO)
- Aline Gurgel (Republicanos-AP) assumirá a vaga de Augusto Puppio (MDB-AP)
Com a decisão, o TSE precisará oficializar as novas nomeações e garantir a transição dos mandatos, reforçando o respeito à decisão do STF sobre a constitucionalidade das regras eleitorais.