
A ausência de Bolsonaro no plenário da Primeira Turma gerou alívio a parte de seus aliados. Eles temiam que o ex-presidente pudesse se revoltar na Corte com o voto de Moraes e prejudicar sua situação ainda mais no julgamento.
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados que se tornaram réus nesta quarta (26) estão pessimistas. Os defensores acreditam que o julgamento que pode condená-los será muito duro e que a chance de vitória no Supremo Tribunal Federal (STF) é mínima.
Para eles, o ministro ainda mandou um recado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que fugiu para os Estados Unidos e tem articulado sanções contra autoridades brasileiras, ao falar sobre a existência de “milícias digitais nacionais ou estrangeiras”.
A ausência de Bolsonaro no plenário da Primeira Turma gerou alívio a parte de seus aliados. Eles temiam que o ex-presidente pudesse se revoltar na Corte com o voto de Moraes e prejudicar sua situação ainda mais no julgamento.
A Primeira Turma, por unanimidade, decidiu aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e sete aliados por participação na tentativa de golpe. Agora, deve começar a fase de instrução penal, que fará com que os ministros decidam se o grupo será condenado ou absolvido.
Além de Bolsonaro, também se tornaram réus Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-comandante do Exército), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens).