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Lula assina MP que destina recursos do FGTS para Santas Casas

capital de giro para entidades que prestam serviço complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a MP permita destinar R$ 4 bilhões, em 2026, a entidades filantrópicas. O uso de recursos do FGTS para operações de...

Lula assina MP que destina recursos do FGTS para Santas Casas

capital de giro para entidades que prestam serviço complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a MP permita destinar R$ 4 bilhões, em 2026, a entidades filantrópicas. O uso de recursos do FGTS para operações de crédito destinadas a instituições filantrópicas da saúde, autorizado entre 2019 e 2022, volta a ser permitido com a nova medida, que prorroga essa possibilidade até 2030.

— O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta sexta-feira (6/2), uma medida provisória (MP) que permite destinar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para hospitais filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia. As entidades acumulam dívidas milionárias.

O ato foi realizado durante visita às Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador (BA), onde o presidente assinou documentos com repasses direcionados à saúde pública. A MP segue agora para análise do Congresso Nacional.

A medida visa ampliar o acesso dessas instituições a linhas de crédito com recursos do FGTS, tradicionalmente usados em habitação, saneamento e infraestrutura, e que agora poderão ser aplicados também em financiamentos e capital de giro para entidades que prestam serviço complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A expectativa é que a MP permita destinar R$ 4 bilhões, em 2026, a entidades filantrópicas. O uso de recursos do FGTS para operações de crédito destinadas a instituições filantrópicas da saúde, autorizado entre 2019 e 2022, volta a ser permitido com a nova medida, que prorroga essa possibilidade até 2030.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida garante que as Santas Casas possam acessar, junto à Caixa Econômica Federal, financiamento para manter os serviços, ampliar cirurgias e atendimentos e adquirir novos equipamentos, com a taxa de juros 30% menor do que a praticada atualmente.

“Além disso, o prazo de pagamento é ampliado de 120 para 180 meses, com 12 meses de carência”, afirmou Padilha.

Com a utilização de recursos do FGTS, bancos públicos conseguem oferecer crédito a taxas mais baixas às entidades.

Como mostrou o Metrópoles, em outubro o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), havia iniciado tratativas com o ministro da Saúde para buscar alternativas de renegociação das dívidas das Santas Casas e hospitais filantrópicos.