
O trecho mais sensível do documento envolve uma menção direta a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Segundo a carta, “nosso presidente também compartilha nosso amor por jovens garotas, novas e atraentes.
Um documento incluído no mais recente lote de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, divulgado pelo governo dos Estados Unidos, trouxe à tona uma carta de teor perturbador atribuída ao financista e endereçada a Larry Nassar, ex-médico da equipe de ginástica olímpica dos EUA condenado por crimes sexuais. O conteúdo do material voltou a chamar atenção para o entorno do caso Epstein e para as circunstâncias de sua morte sob custódia federal.
Bureau of Prisons – A existência da carta foi revelada inicialmente pela Associated Press, que teve acesso aos documentos oficiais recentemente tornados públicos. O texto aparece entre mais de 4 mil páginas mantidas pelo Bureau of Prisons, a agência federal responsável pelo sistema penitenciário norte-americano.
“Caminho curto’ para casa” – Na carta, supostamente assinada por Epstein, o autor faz referência direta a crimes sexuais de forma explícita. “Como você já deve saber, eu peguei o ‘caminho curto’ para casa”, diz o texto, em aparente alusão à morte do financista. Em seguida, a mensagem afirma: “Boa sorte! Nós compartilhamos uma coisa… nosso amor e cuidado por jovens moças e a esperança de que elas alcancem todo o seu potencial”.
Amor por jovens garotas – O trecho mais sensível do documento envolve uma menção direta a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Segundo a carta, “nosso presidente também compartilha nosso amor por jovens garotas, novas e atraentes. Quando uma jovem beleza passava, ele adorava ‘agarrar a genitália’, enquanto nós acabamos agarrando comida nos refeitórios do sistema”. O texto termina com a assinatura: “A vida é injusta. Atenciosamente, J. Epstein”.
Presidente nega – Donald Trump, que já ocupava a Presidência à época em que a carta teria sido escrita, nega reiteradamente qualquer conhecimento ou envolvimento com os crimes de Epstein, assim como qualquer conduta ilegal relacionada ao caso.
Unidade prisional – De acordo com os registros oficiais, a carta foi postada em terça-feira (13), em agosto de 2019, três dias após Epstein morrer em uma cela federal, em um episódio classificado oficialmente como suicídio. O envelope foi localizado semanas depois na sala de correspondências da prisão, após ter sido devolvido de uma unidade prisional no Arizona com a indicação “não mora mais neste endereço”.
Dosimetria inconstitucional – O Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União foram acionados pelo Palácio do Planalto para elaborar notas técnicas que devem fundamentar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado recentemente pelo Senado. A avaliação preliminar do governo aponta vícios constitucionais e riscos institucionais associados ao texto.
Problemas formais – O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, antecipou que a pasta classificará o projeto como inconstitucional, destacando problemas formais e de mérito que, segundo ele, inviabilizam a sanção presidencial.
Privatização dos Correios e Petrobras – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso seja eleito presidente da República em 2026, trabalhará para implementar um governo mais enxuto, com redução de impostos e retomada das privatizações, incluindo os Correios e, “provavelmente”, a Petrobras. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva à agência Reuters.
Covid-19 – Em um esforço para diferenciar sua imagem da do ex-presidente, Flávio mencionou divergências em temas sensíveis, como a vacinação contra a Covid-19. “Eu sou um Bolsonaro que se vacinou. Tomei duas doses da AstraZeneca, e meu pai preferiu não tomar”, disse.





