
Segundo autoridades militares de Israel, todos os projéteis teriam sido interceptados até o momento. O governo israelense, no entanto, já sinalizou que pretende responder ao ataque iraniano.
O conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar neste domingo (7) após o Irã lançar mísseis em direção a Israel, em resposta aos recentes ataques israelenses contra os subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano. Trata-se do primeiro ataque iraniano desse tipo desde a entrada em vigor do cessar-fogo firmado em abril.
As Forças Armadas israelenses informaram inicialmente ter detectado uma primeira leva de mísseis disparados do território iraniano. Pouco depois, anunciaram uma segunda barragem e acionaram sistemas de defesa aérea em diversas regiões do país.
Segundo autoridades militares de Israel, todos os projéteis teriam sido interceptados até o momento. O governo israelense, no entanto, já sinalizou que pretende responder ao ataque iraniano.
Irã diz que Israel “ultrapassou todas as linhas vermelhas”
O general Ali Abdollahi, comandante do quartel-general Khatam al-Anbiya, afirmou que Israel “ultrapassou todas as linhas vermelhas” ao atacar a região.
“O Exército israelense deve interromper seus ataques ao sul do Líbano e aos subúrbios [de Beirute]. Se expandir suas ações naquela região ou responder à ação do Irã, enfrentará golpes mais devastadores e lamentáveis”, declarou.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, afirmou que a República Islâmica havia alertado repetidamente que não aceitaria violações do cessar-fogo nem agressões contra o Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado sobre os lançamentos iranianos e defendeu a retomada das negociações.
Trump também reconheceu que o ataque iraniano dificulta qualquer tentativa de negociação diplomática. Questionado sobre os bombardeios israelenses contra Beirute, respondeu: “Não estou feliz com isso”.
A escalada militar provocou impactos imediatos na região. A autoridade de aviação civil da Síria anunciou o fechamento temporário de seu espaço aéreo por 12 horas, suspendendo as operações no Aeroporto Internacional de Damasco.
Em meio à nova escalada, o Exército israelense informou que abriu uma investigação criminal sobre a morte do bebê palestino Sam Fahd Abu Haikal, de sete meses, na Cisjordânia ocupada.
A criança foi morta na sexta-feira (5) quando um soldado israelense abriu fogo contra o carro da família. Os pais do bebê ficaram feridos.





