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André Mendonça mantém prisão do “Careca do INSS”

Além de manter a prisão, o ministro negou o pedido da defesa para o desbloqueio de valores financeiros que, segundo os advogados, seriam destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas com funcionários das empresas ligadas ao lobista. Mendonça entendeu que não...

André Mendonça mantém prisão do "Careca do INSS"

Na decisão, o magistrado apontou que há risco de novas práticas criminosas caso o investigado seja colocado em liberdade, além de indícios de atuação para influenciar testemunhas e atrapalhar as investigações.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Na decisão, segundo o G1, o magistrado apontou que há risco de novas práticas criminosas caso o investigado seja colocado em liberdade, além de indícios de atuação para influenciar testemunhas e atrapalhar as investigações.

Desbloqueio financeiro – Além de manter a prisão, o ministro negou o pedido da defesa para o desbloqueio de valores financeiros que, segundo os advogados, seriam destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas com funcionários das empresas ligadas ao lobista. Mendonça entendeu que não havia justificativa para autorizar a liberação dos recursos. A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes foi procurada pela TV Globo, mas não se manifestou sobre a decisão até a última atualização da reportagem.

Busca e apreensão – Na mesma decisão, o ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal (PF) esclareça se cumpriu algum mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao lobista sem autorização judicial. A medida atende a um questionamento apresentado pelos advogados ao Supremo Tribunal Federal.

Assinaturas falsas – As investigações da Polícia Federal revelaram um amplo esquema de fraudes e desvios de recursos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, associações que ofereciam serviços a aposentados e cadastravam beneficiários sem autorização, utilizando assinaturas falsas para efetuar descontos mensais nos benefícios pagos pelo INSS. De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo estimado entre 2019 e 2024 pode chegar a R$ 6,3 bilhões.