
Com isso, ele retornou ao patamar de maio de 2024, também alcançado no fim de janeiro. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,45%, aos 182,955,04 pontos.
O dólar registrou queda de 0,64% frente ao real, cotado a R$ 5,21 (compra), nesta sexta-feira (6/2). Com isso, ele retornou ao patamar de maio de 2024, também alcançado no fim de janeiro. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,45%, aos 182,955,04 pontos.
O recuo da moeda americana acompanhou o mercado internacional. Tanto foi assim que o índice DXY, que compara o desempenho do dólar com outras seis divisas de peso (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), caía 0,34%, aos 97,64 pontos, às 16h45.
Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o recuo global do dólar foi resultado da recente divulgação de dados que mostraram um enfraquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Para o analista, essas informações “alimentaram expectativas de uma postura menos dura do Federal Reserve” (Fed, o banco central americano) em relação aos juros.
“Com isso, o sentimento entre investidores foi de procura por risco com alta das bolsas em Nova York, favorecendo também ativos de mercados emergentes num contexto de dólar mais fraco”, diz Shahini. “Paralelamente, o real continua sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros do Brasil — ainda muito atrativo mesmo com a perspectiva de início de cortes em março —, o que tem estimulado a entrada de fluxo estrangeiro para a Bolsa e para renda fixa, reforçando a apreciação da moeda brasileira.”
Ibovespa
Na avaliação de Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital, o Ibovespa passou por um dia de forte volatilidade. “A queda do minério de ferro, a oscilação do petróleo e, principalmente, o recuo das ações do Bradesco pressionam o mercado”, afirma. “O banco divulgou o aumento da inadimplência e sinalizou provisões maiores para este ano, o que acabou contaminando todo o setor financeiro.”
Nos Estados Unidos, acrescenta Iarussi, as bolsas subiram numa tentativa de recuperação de perdas recentes. “O avanço é apoiado pela melhora do sentimento do consumidor, mas o movimento é limitado pelo receio com os altos investimentos anunciados por grandes empresas de tecnologia, especialmente a Amazon, que apresentou um plano de capex acima do esperado.”
Maiores quedas
Na B3, detalha o analista, as maiores quedas ocorreram no setor bancário e nas empresas ligadas a commodities metálicas. “Entre as instituições financeiras, o mercado reagiu negativamente ao aumento da inadimplência no Bradesco, enquanto as ações de siderurgia e mineração caíram com a retração do minério de ferro no exterior”, diz.
“A Vale estendeu as perdas por causa do recuo nos preços do minério de ferro no mercado internacional. Além disso, pesam questões operacionais, como a suspensão de atividades em algumas unidades depois de eventos climáticos, e o aumento do escrutínio regulatório e ambiental, incluindo pedidos de bloqueio de ativos”, afirma o analista. “No caso das siderúrgicas, o movimento refletiu um cenário mais desafiador para o setor com a expectativa de queda na produção global de aço, pressão de importações mais baratas e níveis elevados de capacidade ociosa.”





