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Dólar cai e Bolsa bate 11º recorde com eleição no BR e emprego nos EUA

Ao longo do pregão, os mercados de câmbio e de ações foram afetados, principalmente, por novos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, divulgados no relatório conhecido como “payroll”. Os investidores também acompanharam a veiculação de nova pesquisa sobre a...

Dólar cai e Bolsa bate 11º recorde com eleição no BR e emprego nos EUA

Ao longo do pregão, os mercados de câmbio e de ações foram afetados, principalmente, por novos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, divulgados no relatório conhecido como “payroll”.

O dólar registrou leve queda de 0,18% sobre o real, cotado a R$ 5,18, nesta quarta-feira (11/2). A variação foi pequena, mas suficiente para recolocar a moeda americana no mesmo patamar no qual se encontrava em maio de 2024.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), bateu o 11º recorde em 2026. Ele fechou em alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos. Ao longo da sessão, superou os 190 mil pontos. A máxima histórica anterior de fechamento havia sido alcançada na segunda-feira (9/12), aos 186.241,15 pontos.

Ao longo do pregão, os mercados de câmbio e de ações foram afetados, principalmente, por novos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, divulgados no relatório conhecido como “payroll”. Os investidores também acompanharam a veiculação de nova pesquisa sobre a corrida eleitoral no Brasil.

No primeiro caso, a economia dos EUA registrou a criação de 130 mil novas vagas fora do setor agrícola em janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho do governo americano. O resultado veio muito acima das projeções do mercado, que indicavam a abertura de 66 mil vagas.

Essa é uma indicação de que a atividade econômica segue forte nos EUA, o que compromete a perspectiva de queda dos juros americanos em março, como muitos analistas esperavam. Agora, a possibilidade de redução dessas taxas foi empurrada para julho.

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, apesar do “payroll”, o ambiente externo ainda é favorável a mercados emergentes, como o Brasil. “O fluxo global relevante de capitais em direção a ativos de maior retorno segue beneficiando o real”, diz.

“No plano doméstico, o desempenho positivo do Ibovespa, sustentado acima dos 190 mil pontos, reforçou a percepção de apetite ao risco”, afirma o analista. “Mesmo com o dado sobre o emprego americano reduzindo a probabilidade de cortes agressivos de juros, o mercado tratou o relatório como insuficiente para reverter a tendência de rotação de fluxos para emergentes, permitindo que o real permanecesse forte em relação ao dólar.”

No cenário interno, surgiram novidades no cenário político. Pesquisa Genial/Quaest indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente em todos os cenários de 2º turno da corrida presidencial em 2026. Nesse caso, Lula foi confrontado com sete nomes da oposição.

A menor diferença, contudo, foi na comparação com o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesse cenário, Lula ficou com 43% das intenções de votos, e Flávio, com 38%. A distância entre ambos, que agora é de cinco pontos, era de sete em janeiro e de dez em dezembro. O mercado, como sempre ocorre nessas situações, comemorou a mudança.

Para Nicolas Gass, da GT Capital, a pesquisa foi o principal vetor do Ibovespa. “Havia expectativa do mercado em relação a possíveis sinalizações sobre o cenário eleitoral e, pelo segundo mês consecutivo, observou-se que Flávio Bolsonaro reduziu a diferença que era bem mais amplo em relação a Lula”, diz. “O mercado interpretou esse movimento como positivo.”