
Roberto Campos Neto esteve à frente do Banco Central entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2024, após indicação de Jair Bolsonaro (PL). O período coincide com as operações do Banco Master que agora estão sob escrutínio das autoridades.
A Polícia Federal investiga o papel do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nos processos que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos ligados ao Banco Master. O inquérito pretende determinar qual foi o nível de conhecimento da autoridade monetária sobre as irregularidades envolvendo a instituição no momento em que as operações receberam aprovação oficial, segundo Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Os investigadores trabalham com duas hipóteses centrais: Campos Neto pode ter sido induzido ao erro por integrantes da própria estrutura do Banco Central ou, alternativamente, teria ciência das inconsistências e mesmo assim autorizado as transações. A suspeita é de que diretores teriam recorrido a práticas como falsificação de assinaturas e adulteração de documentos para ocultar a real situação financeira do banco, que pertencia a Daniel Vorcaro.
Roberto Campos Neto esteve à frente do Banco Central entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2024, após indicação de Jair Bolsonaro (PL). O período coincide com as operações do Banco Master que agora estão sob escrutínio das autoridades.
O desfecho do caso é considerado estratégico para a credibilidade das instituições reguladoras, já que levanta questionamentos sobre a integridade dos processos de aprovação de operações financeiras relevantes que dependem do aval do Estado.





