
O petista afirmou que a preocupação dos Estados Unidos com o Pix está ligada ao impacto do sistema sobre empresas de cartão de crédito. “O PIX é de graça, é público e ninguém paga nada, é só clicar, está resolvido o nosso problema”, disse.
Lula apareceu nesta terça-feira (2) com um cartaz escrito “O PIX é do Brasil” durante evento em Catalão, em Goiás, e criticou a proposta do governo Donald Trump de impor tarifa de até 25% sobre produtos brasileiros. O presidente afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos “assusta” os Estados Unidos.
A fala ocorreu depois que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu investigação contra o Brasil e propôs novas tarifas. A medida ainda não entrou em vigor e passará por etapas formais antes de uma decisão final, prevista até 15 de julho.
Lula disse que Washington baseia a ameaça tarifária em uma “mentira” ao alegar desequilíbrio comercial com o Brasil. Segundo o presidente, os Estados Unidos acumulam superávit de US$ 415 bilhões na relação comercial com o Brasil em 15 anos.
O petista afirmou que a preocupação dos Estados Unidos com o Pix está ligada ao impacto do sistema sobre empresas de cartão de crédito. “O PIX é de graça, é público e ninguém paga nada, é só clicar, está resolvido o nosso problema”, disse.
Lula também se dirigiu diretamente a Trump e cobrou uma conversa sobre o caso. “Nós aqui não temos medo de cara feia, nós não queremos guerra com ninguém, queremos paz e queremos ser respeitados”, afirmou. Em seguida, disse que aguarda um telefonema do presidente dos Estados Unidos para explicar o que ocorreu nas negociações.
Mais cedo, Lula associou o novo tarifaço à atuação de filhos de Jair Bolsonaro no exterior e os chamou de “vendilhões da pátria”. “Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, disse o presidente.
Em nota, o governo brasileiro afirmou ter recebido o relatório dos Estados Unidos “com indignação” e classificou o documento como tentativa de ingerência em temas internos. O Planalto também atribuiu a ofensiva à “provocação da família Bolsonaro”.





