
A cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo terminou marcada por uma cena protagonizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permaneceu no pódio durante o primeiro levantamento da taça pela seleção da Espanha.
A cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo terminou marcada por uma cena protagonizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permaneceu no pódio durante o primeiro levantamento da taça pela seleção da Espanha. O gesto rompeu a tradição seguida em finais de grandes torneios e gerou críticas da imprensa internacional, além de comentários nas redes sociais.
Embora a participação de Trump na entrega do troféu tenha sido previamente autorizada pela Fifa, sua decisão de permanecer entre os jogadores após a entrega da taça chamou mais atenção do que o protocolo oficial da cerimônia.
Depois de cumprimentar os atletas espanhóis na fila de premiação e participar da entrega do troféu ao capitão Rodri ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, Trump permaneceu no centro do palco enquanto a equipe se preparava para erguer a Copa do Mundo.
As imagens da transmissão mostraram jogadores da Espanha trocando olhares e hesitando por alguns instantes antes do início da celebração. Enquanto os campeões se organizavam para a tradicional fotografia do primeiro levantamento da taça, Trump permaneceu entre os atletas, sorriu para as câmeras e acompanhou os primeiros momentos da comemoração.
Segundo a reportagem, não houve registro de que algum jogador tenha pedido diretamente para que o presidente deixasse o palco. Ainda assim, a permanência contrastou com o protocolo normalmente observado em competições organizadas pela Fifa, no qual autoridades deixam o pódio antes do início da celebração dos campeões, reservando esse momento exclusivamente aos atletas.
A presença de Trump na entrega do troféu já havia sido anunciada semanas antes. Em 23 de junho, Gianni Infantino informou que dividiria com o presidente norte-americano a entrega da Copa ao campeão, em uma mudança em relação às finais de 2018 e 2022, quando a cerimônia foi conduzida principalmente pelo dirigente da entidade.
O episódio foi descrito como “constrangedor” por veículos internacionais, que destacaram não a participação de Trump na premiação, mas sua permanência na fotografia histórica dos campeões.
Episódio repetiu cena do Mundial de Clubes
A situação também chamou atenção por repetir um episódio ocorrido um ano antes, na final da Copa do Mundo de Clubes de 2025, disputada no mesmo MetLife Stadium.
Na ocasião, Trump entregou o troféu ao capitão do Chelsea, Reece James, e permaneceu ao lado dos jogadores durante o levantamento da taça. Posteriormente, James afirmou que havia sido informado de que o presidente deixaria o palco após a entrega do troféu.
O meia Cole Palmer também comentou o episódio, admitindo que os atletas ficaram confusos ao perceber que Trump continuaria no centro da comemoração.
A repetição da cena na decisão da Copa do Mundo reforçou as críticas de que o presidente norte-americano conhecia o protocolo tradicional adotado nessas cerimônias, mas optou novamente por permanecer no espaço reservado aos campeões.
Durante a decisão deste domingo (19), Trump também foi alvo de vaias ao entrar no gramado para participar da cerimônia de encerramento. Apesar disso, acabou aparecendo em uma das imagens mais emblemáticas de qualquer Copa do Mundo: o primeiro levantamento da taça pela seleção campeã.





