
“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República por causa da articulação política do PL no Ceará e afirmou que “a direita do Ceará está vendida”. A manifestação, segundo a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, foi publicada no domingo (19) e reacendeu o conflito entre os dois, iniciado após divergências sobre as alianças eleitorais para 2026.
Ao comentar uma publicação nas redes sociais sobre a declaração de Ciro, Michelle afirmou que o desfecho já era esperado e criticou duramente a estratégia adotada pelo partido no Ceará.
“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu.
De acordo com a reportagem, Ciro Gomes tem dito a aliados que não deseja vincular sua imagem à de Flávio Bolsonaro.
No último dia 10, o senador participou, em Fortaleza, do lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado. Pai do deputado André Fernandes, presidente estadual do PL, Alcides é um dos principais articuladores da aproximação entre PL e PSDB no Ceará.
Na mesma data, Ciro estava em São Paulo e não participou de qualquer encontro com Flávio.
A nova manifestação da ex-primeira-dama ocorre pouco mais de um mês após a divulgação de um vídeo em que ela relatou ter sido “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” por Flávio Bolsonaro durante uma conversa sobre as estratégias eleitorais do PL.
Na gravação, Michelle também criticou a decisão do partido de buscar entendimento com o PSDB no primeiro turno e defendeu a candidatura da vereadora Priscila Costa (PL-CE) ao Senado.
Segundo ela, o senador afirmou que seria melhor que ela não participasse das decisões partidárias. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle em um vídeo divulgado nas redes sociais. Ela também definiu o episódio como “uma punhalada”.
“Eu não tenho mais relação com ela, ainda mais agora que eu tô proibido de falar com o meu pai, eu ia lá na casa de vez em quando. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também”, disse.
A declaração reforçou o rompimento entre os dois e evidenciou as divergências internas no PL em torno da estratégia para as eleições de 2026.





