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PF pede abertura de uma terceira investigação contra Lulinha

A corporação suspeita que Lulinha usou o nome do presidente para viabilizar negócios e investimentos. A investigação proposta pela PF mira, entre outros pontos, a relação dele com a empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda.

PF pede abertura de uma terceira investigação contra Lulinha

A defesa de Lulinha afirma que ele sofre perseguição por ser filho do presidente. O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que há uma “pesca probatória” e declarou: “Se ele não fosse o filho do presidente Lula, esse inquérito jamais teria sido instaurado e os anteriores teriam sido arquivados”.

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O pedido apura suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas parceiras e ainda aguarda análise da Corte.

A corporação suspeita que Lulinha usou o nome do presidente para viabilizar negócios e investimentos. A investigação proposta pela PF mira, entre outros pontos, a relação dele com a empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda.

A 3Structure IT mantém contratos em vigência de R$ 55.721.051,62 com o governo federal. Criada em 2019 e sediada em Florianópolis, a empresa atua na área de tecnologia.

O primeiro contrato da companhia com o poder público foi assinado em novembro de 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército. O acordo previa uma solução de tecnologia da informação e comunicação de backup para ampliar a infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército; inicialmente estimado em R$ 21,8 milhões, recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho.

O ministro do STF André Mendonça. Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro André Mendonça autorizou, em 30 de julho, a PF a investigar Lulinha por suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva em negociações no Ministério da Saúde. A apuração trata de possíveis benefícios ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O caso surgiu a partir de quebras de sigilo na Operação Sem Desconto, que investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A PF apura se Lulinha usou ligações com o governo federal em benefício próprio e para favorecer interessados na comercialização de cannabis medicinal.

Mendonça também autorizou outro inquérito sobre suspeitas de atuação em negociações com a Dataprev, estatal que administra dados de programas como INSS, seguro-desemprego e Bolsa Família. A PF investiga a possível participação de um empresário do setor de tecnologia, do Careca do INSS e da empresária Roberta Luchsinger na tentativa de obter contratos públicos.

A defesa de Lulinha afirma que ele sofre perseguição por ser filho do presidente. O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que há uma “pesca probatória” e declarou: “Se ele não fosse o filho do presidente Lula, esse inquérito jamais teria sido instaurado e os anteriores teriam sido arquivados”.