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Esposa de Eduardo Bolsonaro quebra ovo com rosto de Alexandre de Moraes

A publicação é uma provocação ao magistrado, personagem transformado há anos em alvo preferencial da família Bolsonaro e que vem enfrentando questionamentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Esposa de Eduardo Bolsonaro quebra ovo com rosto de Alexandre de Moraes

“Eu no meu dia mais normal dessa campanha”, escreveu Heloísa na legenda.

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo Bolsonaro, publicou nas redes sociais uma encenação na cozinha de casa. No vídeo, ela mostra à câmera um ovo com o rosto do ministro Alexandre de Moraes impresso na casca, quebra-o em uma frigideira e passa a mexê-lo enquanto dança diante do fogão.

“Eu no meu dia mais normal dessa campanha”, escreveu Heloísa na legenda. A publicação é uma provocação ao magistrado, personagem transformado há anos em alvo preferencial da família Bolsonaro e que vem enfrentando questionamentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A imagem também pode ser lida como um apito de cachorro dirigido ao público bolsonarista. Ao estampar o rosto de Moraes em algo que é quebrado e depois levado ao fogo, Heloísa recorre a uma linguagem de hostilidade apresentada sob a forma de brincadeira. O conteúdo, isoladamente, não configura uma ameaça, mas reforça simbolicamente a campanha de ataques ao ministro promovida por integrantes e apoiadores da família Bolsonaro.

A animosidade tem um antecedente direto. Em maio de 2025, Moraes determinou, a pedido da Procuradoria-Geral da República, a abertura do Inquérito 4.995 para investigar Eduardo Bolsonaro por suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A apuração alcançou a atuação do então deputado nos Estados Unidos para obter medidas contra autoridades brasileiras e pressionar o Supremo.

O caso posteriormente deu origem à Ação Penal 2.782, também relatada por Moraes. Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo. Segundo a Corte, ele atuou para conseguir sanções dos Estados Unidos, incluindo medidas contra autoridades brasileiras, com o objetivo de interferir no julgamento de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe. A decisão também declarou sua inelegibilidade e determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.