×

Eduardo Bolsonaro diz que pediu ao governo dos EUA a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Eduardo alegou que as novas informações indicam uma relação financeira envolvendo Moraes e seus familiares, além de pedidos de “proteção” dirigidos a outras autoridades. A fonte não apresentou uma resposta do ministro a essas acusações.

Eduardo Bolsonaro diz que pediu ao governo dos EUA a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Eduardo afirmou que não existe prazo para uma eventual decisão dos Estados Unidos. A aplicação das medidas depende do presidente Donald Trump e de avaliações internas do governo estadunidense.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (02) que ele e aliados pediram ao governo dos Estados Unidos a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele relatou a iniciativa em entrevista ao UOL News.

A divulgação de novas conversas e mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, motivou o pedido. O conteúdo tornou-se alvo de discussões sobre a relação entre o ministro e o empresário.

Eduardo alegou que as novas informações indicam uma relação financeira envolvendo Moraes e seus familiares, além de pedidos de “proteção” dirigidos a outras autoridades. A fonte não apresentou uma resposta do ministro a essas acusações.

“O nosso trabalho aqui [nos EUA] é dar a nossa opinião quando somos consultados. Então, por óbvio, sou entusiasta do retorno da Lei Magnitsky, porque vejo abusos de direitos humanos”, disse o ex-deputado.

Eduardo afirmou que não existe prazo para uma eventual decisão dos Estados Unidos. A aplicação das medidas depende do presidente Donald Trump e de avaliações internas do governo estadunidense.

“A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado”, declarou Eduardo.

O governo estadunidense incluiu Moraes na lista de sancionados em julho de 2025. Na ocasião, a Casa Branca acusou o ministro de violar direitos humanos por sua atuação no processo sobre a trama golpista que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.