
O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, deve ganhar papel mais amplo na mobilização de capital privado para projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países do BRICS.
O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, deve ganhar papel mais amplo na mobilização de capital privado para projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países do BRICS. A proposta estará entre os principais temas da cúpula marcada para sábado (12) e domingo (13), em Nova Déli, segundo fontes ouvidas pelo Financial Express.
Os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do BRICS se reunirão em Mumbai nesta quarta-feira (9) e quinta-feira (10). O encontro servirá para ajustar as propostas que serão submetidas aos chefes de Estado e de governo durante a cúpula.
A maior utilização das moedas dos próprios integrantes poderia facilitar operações comerciais e investimentos dentro do grupo. A medida também reduziria a dependência das principais divisas internacionais nas transações entre os países, embora não represente a criação de uma moeda única do BRICS.
A ampliação das atribuições do NDB deverá ser discutida dentro dessa estratégia. O objetivo é fortalecer o banco como instrumento para financiar obras de infraestrutura e outros projetos considerados prioritários, além de atrair investidores privados para iniciativas que hoje enfrentam dificuldades de financiamento.
O NDB poderia participar desse processo por meio da redução dos riscos dos investimentos, da preparação de projetos financeiramente viáveis e da criação de mecanismos capazes de aumentar a confiança de investidores. Os países também devem avaliar medidas para assegurar o crescimento e a competitividade da instituição.
A ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, já havia defendido uma participação maior dos bancos multilaterais de desenvolvimento na mobilização de recursos privados. Em agosto, ela afirmou que essas instituições podem reduzir riscos, melhorar a viabilidade financeira dos projetos e ampliar a confiança do mercado.
O NDB e o Ministério das Finanças da Índia realizaram, em 12 de agosto, um seminário dedicado à mobilização de capital privado nos países integrantes. O evento reuniu representantes de governos, instituições financeiras, empresas e especialistas para discutir garantias, mecanismos de compartilhamento de riscos e soluções em moedas locais.
Dilma definiu a captação de recursos privados como uma prioridade da instituição. “Para o NDB, mobilizar capital privado é um imperativo estratégico”, afirmou a presidente do banco durante o encontro, de acordo com o comunicado oficial do NDB.
Criado em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o banco financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes. A instituição informa que atualmente possui dez países-membros e pretende ampliar gradualmente sua atuação e sua base de participantes.





