
afirmou que decidiu falar publicamente diante do que chamou de “notícias mentirosas”.
Paolá Daniel (PRD), ex-mulher do ex-deputado federal Daniel Silveira, registrou uma ocorrência contra ele com acusações de ameaça, lesão corporal, violência psicológica e difamação. Candidata a deputada federal, ela também pediu uma medida protetiva.
O registro foi feito na 106ª DP, em Petrópolis (RJ), onde os dois vivem. Segundo Paolá, os episódios teriam começado em 2022, quando eles ainda eram casados e Silveira estava preso. Ela afirma que o ex-marido, atualmente em liberdade condicional, não aceita sua candidatura.
Após deixar a delegacia, Paolá afirmou que decidiu falar publicamente diante do que chamou de “notícias mentirosas”. Em vídeo publicado nas redes sociais, classificou Silveira como uma “pessoa horrorosa” e disse que vinha sofrendo ataques, mesmo sem mencionar o ex-marido durante a campanha.
“Sei que muitos de vocês gostam do Daniel, mas vocês não o conhecem como homem, conhecem como político. Ele é uma pessoa horrorosa. Diante disso tudo, eu tive que vir aqui. Estou tocando minha campanha tranquila, não toco no nome dele, não falo nada. E mesmo assim ele vem querer me atacar com violência psicológica, violência de tudo que é tipo que vocês não imaginam. Mas a verdade virá à tona”, afirmou.
Paola e Silveira foram casados por dez anos e estão separados há cerca de um ano e meio. No registro de ocorrência, ela relata que o ex-deputado não teria aceitado o fim do relacionamento e que, ainda em 2022, passou a acusá-la de traição e a perseguir também pessoas próximas a ela.
Um dos episódios relatados teria ocorrido pouco antes da segunda prisão de Silveira, em 2022. Paolá afirma que levou um tapa no ouvido, caiu no chão e ficou com a audição comprometida por aproximadamente um mês. Segundo o relato, ela não procurou atendimento médico por medo da repercussão e do comportamento do então marido.
A candidata também afirma ter ouvido ameaças como “você não é ninguém” e “se não ficar comigo, não ficará com mais ninguém”. Segundo ela, as cobranças e a violência psicológica aumentaram em meio às acusações de que estaria mantendo outro relacionamento.
No fim de 2023, quando Silveira ainda estava preso, Paolá diz que pessoas teriam sido contratadas para segui-la e instalar um rastreador em seu carro. O equipamento, que segundo ela também possuía um microfone, teria sido encontrado posteriormente em uma oficina.
O relacionamento terminou após Silveira deixar a prisão, em 2024. Paolá afirma que, depois da separação, ele ainda teria procurado as casas de seus pais e de sua irmã. As acusações agora serão apuradas pelas autoridades.





