
“Não acredito que precisaremos dos militares”, declarou Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de uma intervenção na ilha caribenha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que não prevê a necessidade de enviar forças militares a Cuba e disse acreditar que Washington chegará a um acordo com o governo cubano. As declarações foram dadas à imprensa na Casa Branca, segundo a Sputnik.
Na mesma conversa com jornalistas, o presidente norte-americano sinalizou a possibilidade de uma saída negociada para as tensões entre Washington e Havana. Trump estimou que os Estados Unidos chegarão a “um acordo com Cuba”, sem detalhar, no entanto, quais seriam os termos de um eventual entendimento ou se já existem negociações em andamento entre os dois governos.
A declaração ocorre em meio a uma política de forte pressão da administração Trump sobre Cuba. Em diferentes ocasiões, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país estaria “à beira do colapso” e defendeu o que chamou de uma “mudança de poder” na ilha.
As relações entre Estados Unidos e Cuba voltaram a atravessar um período de forte tensão durante o atual governo norte-americano. Em janeiro deste ano, a Casa Branca autorizou a imposição de tarifas sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba, ampliando a pressão econômica sobre a ilha.
Washington também declarou estado de emergência sob a justificativa de uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos Estados Unidos. A medida integra a estratégia de pressão adotada pela administração Trump contra Havana.
O governo cubano enfrenta dificuldades econômicas agravadas pelas restrições externas, pela escassez de energia e pelas sanções norte-americanas. O embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba remonta à década de 1960 e constitui há décadas um dos principais pontos de conflito entre Washington e Havana.
Trump não informou quando um eventual acordo poderia ser alcançado nem revelou quais condições Washington pretende apresentar a Havana.





