
O Instagram foi responsável por 86% do engajamento de Lula e por 94% do registrado por Flávio no período analisado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em engajamento nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026. Na quarta-feira (7), as publicações do petista somaram 9,9 milhões de curtidas, comentários e compartilhamentos, seu melhor resultado diário na campanha. Os dados são de levantamento do Projeto Brief, que monitora as contas oficiais dos dois candidatos.
O resultado também foi o maior registrado por Flávio desde 14 de setembro. A mudança ocorreu depois de semanas em que o senador manteve a dianteira nas interações digitais. Em setembro, Flávio liderou o engajamento em 14 dos 17 dias analisados, com média de 370 mil interações diárias, contra 240 mil de Lula.
Na sexta-feira (2), às vésperas do primeiro turno, o senador atingiu seu recorde até então, com 5,5 milhões de interações, quase quatro vezes o resultado do presidente. No domingo (4), dia da votação, Flávio registrou 3,9 milhões de interações, enquanto Lula teve cerca de 170 mil.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, a mudança começou na segunda-feira (5), quando Lula superou Flávio pela primeira vez desde o início de outubro. Na terça-feira (6), as publicações do presidente alcançaram 4,8 milhões de interações.
Na quarta-feira (7), o volume mais que dobrou, impulsionado principalmente por um vídeo publicado no Instagram. Gravada com a câmera frontal do celular, a publicação mostra Lula convocando eleitores a sair às ruas e conversar com outras pessoas. O conteúdo alcançou 26,9 milhões de visualizações e ultrapassou 3,1 milhões de interações.
O Instagram foi responsável por 86% do engajamento de Lula e por 94% do registrado por Flávio no período analisado.
O levantamento do Projeto Brief considera curtidas, comentários e compartilhamentos em publicações de feed nas contas oficiais dos dois candidatos no Instagram, TikTok, X, YouTube e Facebook, entre 14 de setembro e 7 de outubro.
A antropóloga e coordenadora do projeto, Carol Luck, pondera que o desempenho nas redes não corresponde necessariamente à intenção de voto.
“É importante lembrar que engajamento não é voto. Ele mede a capacidade de cada campanha de fazer a própria base reagir, comentar e compartilhar. Na reta final de uma eleição, esse termômetro ajuda a entender o clima de cada lado e quem está conseguindo pautar a conversa nas redes”, explica.





