
Questionado sobre a baixa vacinação contra a Covid, sobretudo entre crianças, ele reconheceu que o problema ainda exige resposta. “Isso não significa que a gente não vai ter que, no momento certo, enfrentar. Vai ter que enfrentar”, afirmou.
Cotado para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), o oftalmologista Claudio Lottenberg classificou o genocídio de Bolsonaro na pandemia de Covid-19 como um “capítulo superado”. A fala foi dada em entrevista publicada nesta sexta (09), quando o médico foi questionado sobre o negacionismo científico do governo de Jair Bolsonaro.
“Nesses momentos, as pessoas nem sempre têm as melhores ferramentas para tomar decisões. Eu prefiro deixar isso como capítulo superado. E olhar para frente, aquilo que a gente pode fazer”, disse Lottenberg. O médico havia criticado a condução da crise sanitária por Jair Bolsonaro após ter sido cogitado para a pasta em 2020.
Questionado sobre a baixa vacinação contra a Covid, sobretudo entre crianças, ele reconheceu que o problema ainda exige resposta. “Isso não significa que a gente não vai ter que, no momento certo, enfrentar. Vai ter que enfrentar”, afirmou.

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a presença de Lottenberg na área da Saúde pode blindar a campanha presidencial do senador contra críticas ao negacionismo de Jair Bolsonaro durante a pandemia. Pessoas do entorno do candidato, porém, admitem que a função do médico pode ser temporária e restrita ao período eleitoral.
Ex-secretário municipal da Saúde de São Paulo na gestão de José Serra (PSDB), Lottenberg também presidiu o Einstein e comandou a UnitedHealth Group no Brasil. Ele defende ampliar a atenção básica, integrar dados clínicos e organizar a atenção especializada nas regiões para enfrentar as filas do SUS.
Ao comentar a saúde digital desenvolvida pelo governo Lula, Lottenberg disse não menosprezar a proposta, mas criticou seus resultados práticos. Para ele, a secretaria responsável pela área existe há quase quatro anos, enquanto “a gente vê muito pouco dela acontecendo no dia a dia”.





