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Justiça italiana decide nesta terça se Zambelli será extraditada ao Brasil

Os juízes italianos não julgarão o mérito da condenação de Zambelli, e sim se cabem os requisitos legais da Itália e de tratados internacionais para o processo de extradição.

Justiça italiana decide nesta terça se Zambelli será extraditada ao Brasil

A Corte italiana julga um pedido do governo brasileiro pelo caso ocorrido na véspera do segundo turno de 2022. A audiência ficará a cargo da Primeira Seção Penal do tribunal italiano.

A Justiça italiana decide nesta terça-feira (27/10) se a ex-deputada Carla Zambelli será extraditada ao Brasil para cumprir pena de 5 anos e 3 meses de prisão pelo caso em que perseguiu e apontou uma arma a um homem durante as Eleições de 2022, em São Paulo.

Inicialmente, a data divulgada para a sessão era 29/10, quinta-feira desta semana, mas, segundo a defesa da ex-parlamentar houve um erro de comunicação. A expectativa é a de que a audiência ocorra às 11h30 desta terça, no horário local.

A Corte italiana julga um pedido do governo brasileiro pelo caso ocorrido na véspera do segundo turno de 2022. A audiência ficará a cargo da Primeira Seção Penal do tribunal italiano.

Os juízes italianos não julgarão o mérito da condenação de Zambelli, e sim se cabem os requisitos legais da Itália e de tratados internacionais para o processo de extradição.

O julgamento estava marcado para o dia 27 de setembro, mas acabou sendo adiado devido à greve de advogados penais da Itália, entre eles a defesa de Zambelli no país europeu.

Antes, em julho, a Corte de Cassação anulou uma ordem para extraditar Zambelli sob argumento de falta de garantias de atendimento médico à ex-parlamentar na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde ela ficaria presa caso fosse extraditada ao Brasil.

Ela responde em liberdade na Itália desde maio, quando a Corte Suprema da Itália anulou decisões de instâncias inferiores que haviam autorizado a extradição.

O advogado de Zambelli no Brasil, Eduardo Maurício, afirmou estar confiante no julgamento definitivo e na recusa da extradição por parte da Itália. “A única medida que atenderá ao cumprimento da Lei, Convenções e Tratados internacionais”, disse.

No final de setembro, conforme publicado pelo Metrópoles, a defesa da ex-deputada disse, caso a extradição ocorresse, o retorno de Zambelli ao Brasil “seria o mesmo que sentenciar sua morte“.