
Silva e Luna comandou Defesa, Itaipu e Petrobras
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil por uma rota que incluiu Foz do Iguaçu, no Paraná, cidade administrada pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna (PL), aliado da família Bolsonaro. Após perder o segundo turno para o presidente Lula, ele saiu de Brasília, seguiu para a cidade paranaense e cruzou a fronteira rumo à Argentina.
De Foz do Iguaçu, Flávio viajou de van até Puerto Iguazú, no país governado por Javier Milei. Depois, passou pelo Equador antes de chegar aos Estados Unidos.
Após o resultado eleitoral, o general compartilhou uma mensagem dirigida ao grupo político de Flávio: “Vamos reajustar as emoções, refletir, refazer os planos, reagrupar o time e enfrentar os novos desafios. Recuar? Nem pensar. Desistir? Jamais”.
Antes de assumir a prefeitura, Silva e Luna ocupou cargos de destaque em governos federais. Ele foi ministro da Defesa no governo de Michel Temer e, durante a gestão de Jair Bolsonaro, dirigiu a Itaipu Binacional e presidiu a Petrobras.
Lideranças da esquerda no Paraná afirmam que o prefeito teria sido ao menos informado sobre o plano de Flávio de deixar o país por Foz do Iguaçu. Não há prova apresentada para sustentar essa alegação.
A passagem pela cidade chama atenção pela relação política entre o prefeito e o então candidato derrotado. Foz do Iguaçu fica na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, e Puerto Iguazú está do outro lado da fronteira brasileira.
Flávio acompanhou a apuração do segundo turno em Brasília antes de viajar ao Paraná. A rota internacional relatada inclui a entrada pela Argentina, a passagem pelo Equador e a chegada aos Estados Unidos.





