
Neste trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
A Petrobras informou nesta quarta-feira (28) que a produção média de óleo, LGN e gás natural da empresa alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) no 3º trimestre de 2026. O valor representou 11,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do 2T26.
Outro fator foi a chegada do navio-plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, à sua capacidade máxima de produção. A companhia também reduziu as perdas de produção decorrentes de interrupções para manutenção, o que permitiu manter suas instalações em funcionamento por mais tempo e ampliar o volume extraído.
Neste trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
– O aumento da eficiência operacional dos ativos, resultado da confiabilidade dos sistemas de produção e da disciplina operacional, alcançou a melhor marca desde o 4T18, consolidando o desempenho consistente registrado nos últimos trimestres.
– O FPSO Alexandre de Gusmão, o quinto instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu, em 25 de agosto, sua capacidade de produção originalmente prevista em projeto, de 180 mil barris por dia (mbpd). Posteriormente, após a implementação de aditivo para aumento de capacidade, e em concordância com os órgãos reguladores e as entidades ambientais, a plataforma alcançou, em 3 de setembro, um novo pico de produção de 190 mbpd. Mero, cujas plataformas registraram, conjuntamente, produção média de óleo de 760 mbpd no 3T26 é o terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi.
– Ainda no campo de Mero, o FPSO Sepetiba, superou a capacidade de processamento de óleo originalmente projetada, de 180 mbpd, chegando a alcançar pico diário de 212 mbpd em setembro. A plataforma, afretada junto à SBM Offshore, está entre as unidades líderes de produção do Brasil.
– O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 263 mbpd em julho de 2026, mantendo-se como a plataforma com a maior produção no Brasil.
– As plataformas P-80 e P-82 deixaram, respectivamente, em 30 de setembro e em 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, o maior campo do Brasil em reservas e produção, no pré-sal da Bacia de Santos. As duas unidades integram o conjunto de seis plataformas gigantes da Petrobras, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mbpd e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, figurando entre as maiores da indústria mundial. A entrada em operação de ambas está prevista para 2027, sendo a nona e a décima unidades instaladas nesse campo.
Neste trimestre, diversos recordes foram atingidos, dentre os quais se destacam:
– Produção total operada no 3T26: 5,08 MMboed (recorde anterior de 4,87 MMboed no 2T26).
– Produção total própria no 3T26: 3,51 MMboed (recorde anterior de 3,34 MMboed no 2T26).
– Produção total própria no pré-sal no 3T26: 2,96 MMboed (recorde anterior de 2,78 MMboed no 2T26).
– O Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) foi recorde no 3T26 alcançando o valor de 98,3% (recorde anterior de 98,1% no 4T25), contribuindo de forma significativa para a redução das emissões e maior eficiência em carbono.
No 3T26, as vendas de derivados no mercado interno alcançaram 1.854 mbpd, o maior volume desde o 3T21 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, impulsionado principalmente pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de QAV.
Esses resultados foram alcançados com planejamento integrado, elevada utilização do parque de refino, eficiência operacional e otimização logística, que ampliou a capacidade e a flexibilidade das operações.
A produção total de derivados foi de 1.869 mbpd no 9M26, representando aumento de 7,2% versus 9M25. No 3T26 a produção foi de 1.873 mbpd, mantendo elevado o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias, de 99%. Destaca-se que o resultado do FUT no 3T26 foi 5 p.p. acima do obtido no 3T25, com participação de médios (diesel e QAV) e de gasolina no volume total produzido em 68%, reforçando o foco da Petrobras na maximização da produção de combustíveis de maior valor agregado.
A carga processada totalizou 1.800 mbpd no 9M26, aumento de 7% em relação ao 9M25, com elevada participação do óleo nacional (93%) e dos óleos do pré-sal (72%) na carga, contribuindo para menores importações de petróleo no período.
Esse resultado foi alcançado mesmo com a realização, no 3T26, de paradas programadas para manutenção na RPBC, essenciais para garantir a integridade dos equipamentos e a segurança das pessoas, além de contribuir para o aumento da eficiência operacional e da rentabilidade do processo produtivo.
No 3T26, a Petrobras avançou em sua estratégia de descarbonização com a assinatura de novos contratos para execução do projeto de BioQAV e Diesel Renovável na RPBC, que prevê a instalação da primeira planta dedicada da companhia para produção de combustíveis renováveis, com capacidade de até 15 mbpd.
Adicionalmente, a REDUC consolidou sua posição como a primeira refinaria da Petrobras habilitada pela certificação ISCC Corsia a produzir SAF por coprocessamento para o mercado internacional. Em julho, a unidade entregou seu primeiro lote de SAF, com 3,8 milhões de litros, produzido a partir de óleo de soja ILUC (sigla em inglês para Mudança Indireta no Uso da Terra), o qual assegura que a matéria-prima não está associada a desmatamento recente e nem o incentiva indiretamente. A REDUC obteve ainda autorização da ANP para produzir Diesel R com 8,5% de conteúdo renovável. Esses avanços reforçam a ampliação do portfólio de produtos de menor intensidade de carbono e o posicionamento da companhia para atender à crescente demanda por combustíveis sustentáveis, contribuindo para o atendimento às demandas regulatórias do setor de transportes.
A seguir, os eventos de destaque do trimestre:
– Foi iniciado o fornecimento de bunker por via marítima no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, ampliando nossa atuação nos mercados do Norte e Nordeste. A iniciativa expande a oferta de soluções da Petrobras em um dos mais importantes corredores logísticos do país.
– A primeira operação comercial de fornecimento de bunker HSFO (High Sulfur Fuel Oil) foi realizada no Porto do Rio de Janeiro, ampliando o portfólio de bunker da companhia em um mercado estratégico para a navegação internacional com mais alternativas de atendimento a embarcações de grande porte.
– O Starnav Elektra, primeiro navio do Programa Mar Aberto, foi entregue e a Petrobras avançou na renovação e ampliação da frota de apoio marítimo. Construído em Santa Catarina, o PSV (Platform Supply Vessel) reúne tecnologias voltadas à eficiência energética, além de estar preparado para operar parcialmente com combustível renovável no futuro. A renovação da frota reforça eficiência, segurança e apoio à indústria naval nacional.
Destaques
– Recordes nos embarques de petróleo para exportação: em jul/26, foram atingidos 37,2 milhões de barris e, em ago/26, essa marca foi superada, com 37,8 milhões de barris. Esse desempenho foi viabilizado pela otimização de recursos, rotas, redução de esperas e tempos de atracação. Cabe ressaltar que parte dessas cargas “ficaram em andamento” ao final do trimestre e, portanto, não foram refletidas no total das exportações do período.
– Novo recorde de movimentação por CTV: em ago/26, foi alcançada a marca de 6,6 milhões de barris de petróleo transferidos por CTV (Cargo Transfer Vessel), superando o recorde mensal anterior, de 6,2 milhões de barris, registrado em jun/26. A tecnologia contribui para ampliar a flexibilidade e a eficiência logística das operações offshore, apoiando o escoamento da crescente produção e das exportações de petróleo.
– Recorde histórico no Terminal de Suape: em set/26, foi registrado o maior número de navios operados no terminal – 101 navios. Com diversos pontos de operação entre píeres e cais, o terminal pode receber até 11 embarcações simultaneamente. O resultado reflete o planejamento e a execução integrados, a alta disponibilidade dos equipamentos e a eficiência operacional, ampliando a geração de valor do ativo.
– Recorde de produção de Diesel: no 3T26 foi registrado recorde trimestral de produção de diesel, de 769 mbpd e recorde mensal em julho, de 792 mbpd.
Recordes de Produção
– Diesel Total (3T26)
Parque de Refino: 769 mbpd
– Diesel S10 (3T26)
REPLAN: 133 mbpd
REFAP: 58 mbpd
REGAP: 49 mbpd
– Diesel Total (Julho)
Parque de Refino: 792 mbpd
– Diesel S10 (Julho)
REFAP: 59 mbpd
– Gasolina (3T26)
REFAP: 59 mbpd
– Gasolina (Setembro)
REFAP: 62 mbpd
– GLP (3T26)
RNEST: 3 mbpd
– GLP (Agosto)
RNEST: 3,9 mbpd
– Nafta (3T26)
RNEST: 17 mbpd
– Nafta (Agosto)
RNEST: 20 mbpd





