
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a operação foi realizada para garantir o cumprimento do bloqueio legal sobre Gaza e prevenir uma escalada do conflito.
Quatro brasileiros que participavam de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza foram capturados por forças israelenses na última quarta-feira (29), enquanto navegavam em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. Com informações da Folha de S. Paulo.
A missão, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária para o território palestino, foi interrompida pela ação militar de Israel, que deteve 175 pessoas de diversas nacionalidades. Os brasileiros detidos são Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério, todos integrantes da Global Sumud Flotilla.
Amanda Marzall, militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal, Leandro Lanfredi, petroleiro e dirigente do Sindipetro-RJ, e Thainara Rogério, de dupla nacionalidade brasileira e espanhola, também estavam a bordo e foram capturados. A flotilha partiu de Catânia, na Itália, no domingo (26), com destino ao território palestino, onde os ativistas planejam levar assistência humanitária.
“Devido ao grande número de embarcações participantes e ao risco de escalada do conflito, bem como à necessidade de evitar o descumprimento de um bloqueio legal, uma ação imediata se fez necessária em conformidade com o direito internacional”, afirmou o comunicado publicado no X, rede social anteriormente conhecida como Twitter.

Os organizadores da flotilha, no entanto, contestam a ação, afirmando que a prisão foi ilegal e uma violação das normas do direito internacional, uma vez que ocorreu em águas internacionais.
Segundo a Global Sumud Flotilla, a Marinha israelense bloqueou as comunicações dos barcos, incluindo canais de socorro, e utilizou força excessiva durante a abordagem. Em alguns casos, ativistas foram detidos enquanto outros permaneciam em embarcações avariadas, sem energia, à deriva, em condições perigosas, com uma tempestade se aproximando.
“Como parte da sua agressão, a Marinha israelense interceptou veleiros, bloquearam as comunicações, incluindo canais de socorro, e sequestraram civis agressivamente. Estas não são áreas fronteiriças contestadas, estamos falando de águas internacionais”, afirmou o comunicado.
Ainda segundo os organizadores, cerca de 30 barcos faziam parte da flotilha, e 22 deles foram interceptados. Mais de 180 ativistas estavam envolvidos na iniciativa, que visava chamar a atenção para a crise humanitária em Gaza.
No entanto, um barco conseguiu evitar a captura e entrou em águas territoriais gregas, onde a ativista Beatriz Moreira de Oliveira permanece a bordo. A ação também gerou reações internacionais. Líderes europeus, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenaram a interceptação e exigiram a libertação imediata de cidadãos italianos detidos.





