
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na última quinta-feira (5) destruir o restante do Irã e afirmou que o país não fará “nada” em seu programa nuclear sem a aprovação estadunidense.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Jornalistas questionaram o presidente sobre propostas que mediadores apresentaram ao Irã a respeito do futuro do programa nuclear iraniano. Trump respondeu com a ameaça e sustentou que Washington terá poder de decisão sobre os próximos passos de Teerã.
Na quarta-feira (4), Trump havia associado a guerra contra o Irã à derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. O presidente afirmou que a ofensiva militar contribuiu para a chamada “onda azul”, vitória dos democratas.
O Partido Republicano perdeu a maioria na Câmara e no Senado. Ao ser perguntado se o ataque ao Irã tinha valido a pena, Trump respondeu que não havia escolha e alegou que os Estados Unidos não poderiam permitir que o país desenvolvesse armas nucleares.
“Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir”, declarou o presidente dos Estados Unidos na ocasião.
A guerra, iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, elevou os preços dos combustíveis, das passagens aéreas e da inflação em geral. Fontes do Pentágono estimam que o conflito já custou até US$ 100 bilhões, cerca de R$ 508 bilhões, aos cofres estadunidenses.





