
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou nesta terça-feira (7) o tom de suas ameaças contra o Irã e afirmou que uma “civilização inteira” poderá morrer caso não haja acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz nas próximas horas. A declaração foi publicada na Truth Social no mesmo dia em que se encerra o ultimato dado por Washington a Teerã, em meio à sexta semana da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Pelo cronograma apresentado pelo presidente estadunidense, o prazo termina às 21h no horário de Brasília, e o país islâmico já foi sofrer com a intensificação de bombardeios durante a madrugada.
A nova mensagem aprofunda a pressão sobre o governo iraniano e amplia o temor de uma escalada ainda mais destrutiva no Oriente Médio. Trump já havia ameaçado atacar pontes e usinas de energia do país, mas agora passou a falar abertamente em colapso total. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu.
Na mesma publicação, o presidente também sugeriu uma mudança de regime no Irã como desfecho desejável para a crise. “Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”, acrescentou.
Horas antes do fim desse prazo, Teerã voltou a ser atingida por bombardeios dos Estados Unidos e de Israel. Explosões foram registradas em diferentes regiões da capital iraniana, com relatos de ataques pesados nas proximidades do aeroporto de Mehrabad e também em cidades como Shiraz e Isfahan.
Segundo a Al Jazeera, ainda não há informações confirmadas sobre vítimas, mas áreas residenciais e estruturas civis aparecem cada vez mais afetadas pelo conflito.
Relatos feitos em Teerã descrevem o clima de tensão após a nova rodada de ataques. “Ouvimos os sistemas de defesa aérea sendo acionados após a mais recente rodada de bombardeios”, diz um relato.





