
A escolha coloca Bivar na linha sucessória da vaga de Humberto Costa no Senado. Se o petista vencer a disputa e precisar se afastar do mandato, o deputado assume a cadeira.
O deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE), ex-presidente do PSL que abrigou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018, participou da convenção do PT em Pernambuco na segunda-feira (20) e acompanhou o coro de apoio a Lula.
Confirmado como suplente do senador Humberto Costa (PT-PE), que busca a reeleição, Bivar cantou “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” durante o encontro. Ele começou de forma tímida, mas depois acompanhou o coro com mais entusiasmo.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, realizou a convenção no Recife para definir os nomes que representarão o bloco nas eleições de 4 de outubro. O encontro homologou chapas proporcionais e a composição da federação na chapa majoritária.
A escolha coloca Bivar na linha sucessória da vaga de Humberto Costa no Senado. Se o petista vencer a disputa e precisar se afastar do mandato, o deputado assume a cadeira.
Bivar chamou atenção no evento pelo passado recente na direita bolsonarista. Em 2018, quando presidia o PSL, ele abriu o partido para a candidatura de Bolsonaro, que venceu a eleição presidencial naquele ano.
A parceria também turbinou o PSL, que saiu das urnas como a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados. O acordo político, porém, durou menos de um ano e entrou em crise em outubro de 2019.
O rompimento começou em meio a uma disputa pelo controle do diretório nacional e das finanças do partido. O episódio ganhou força quando Bolsonaro desaconselhou um apoiador a se filiar ao PSL e disse que Bivar estava “queimado para caramba”.
A crise abriu uma guerra interna com auditorias, acusações de infidelidade e versões conflitantes sobre o comando da legenda. Bolsonaro e sua ala ideológica deixaram o PSL, enquanto Bivar depois articulou a fusão da sigla com o DEM, que criou o União Brasil; mais tarde, saiu do União e se filiou ao MDB para se distanciar do que chamou de “planos golpistas”.





