
Ao anunciar sua decisão, o senador defendeu que os policiais que seriam destacados para sua proteção sejam deslocados para investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de abrir mão da segurança oferecida pela Polícia Federal durante a campanha presidencial de 2026 coloca em evidência um debate que vai além da escolha individual de um candidato: o equilíbrio entre a autonomia dos presidenciáveis e a responsabilidade do Estado de preservar a segurança dos concorrentes e a integridade do processo democrático. As informações foram publicadas pelo Estadão, reproduzidas pelo UOL.
A manifestação de Flávio ocorre justamente quando a Polícia Federal conclui uma ampla operação de proteção aos candidatos à Presidência da República. O esquema começa na segunda-feira (20) e foi estruturado para responder aos riscos inerentes a uma campanha nacional, marcada por grandes deslocamentos, eventos públicos e elevado grau de exposição.
Ao anunciar sua decisão, o senador defendeu que os policiais que seriam destacados para sua proteção sejam deslocados para investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
A opção anunciada por Flávio contrasta com a estratégia adotada pela Polícia Federal para as eleições de 2026. O plano prevê uma estrutura permanente de proteção aos candidatos à Presidência, independentemente de suas posições políticas, tendo como objetivo reduzir riscos decorrentes da intensa exposição pública durante a campanha.
A corporação informou que poderá mobilizar até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba. O orçamento estimado para a operação é de R$ 95 milhões.
A proteção poderá ser disponibilizada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das respectivas campanhas.
A própria declaração de Flávio ocorre após meses em que o senador passou a comparecer a compromissos públicos acompanhado por seguranças e utilizando colete à prova de balas, evidenciando que sua equipe já vinha adotando medidas preventivas.
Caso a dispensa da estrutura federal seja efetivada, a responsabilidade pela proteção do candidato tende a depender de outros mecanismos de segurança eventualmente adotados por sua campanha.
Segundo a Polícia Federal, o esquema foi dimensionado para atender simultaneamente até dez candidaturas à Presidência da República.
As convenções partidárias têm início na segunda-feira (20) e os registros de candidatura poderão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Embora a escolha de aceitar ou não a proteção seja uma decisão das campanhas, a existência da operação da Polícia Federal reflete a preocupação institucional em minimizar riscos que possam atingir não apenas os candidatos, mas também a normalidade e a segurança da disputa presidencial.





