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Brasil assume presidência do Mercosul e Lula diz que bloco deve olhar para Ásia

O presidente afirmou ainda que a instalação"Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio baseada em regras claras e equilibradas. Estar no Mercosul nos protege. Nossa tarifa externa comum nos blinda de guerras comerciais alheias. Nossa...

Brasil assume presidência do Mercosul e Lula diz que bloco deve olhar para Ásia

Segundo Lula, estar no Mercosul "protege" os países que integram o bloco, em oposição ao discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, que defendeu que as ações conjuntas do grupo acabaram por "prejudicar" a maior parte dos cidadãos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira (3) da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Buenos Aires.

O evento, que reúne os líderes dos países membros e associados para discutir temas prioritários do bloco, também marca o encerramento da presidência temporária da Argentina e a transferência para o Brasil.

Cada país fica na posição durante seis meses, Brasília sairá da liderança em dezembro.

Antes de assumir a presidência do Mercosul, em discurso durante a cúpula, Lula defendeu que os países do Mercosul usem suas moedas locais nas transações comerciais dentro do bloco para reduzir custos, e afirmou que o grupo deve olhar para a Ásia após realizar acordos comerciais com a Europa.

Segundo Lula, estar no Mercosul “protege” os países que integram o bloco, em oposição ao discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, que defendeu que as ações conjuntas do grupo acabaram por “prejudicar” a maior parte dos cidadãos.

“Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio baseada em regras claras e equilibradas. Estar no Mercosul nos protege. Nossa tarifa externa comum nos blinda de guerras comerciais alheias. Nossa robustez institucional nos credencia perante o mundo com parceiros confiáveis”, afirmou Lula.

Em seu discurso, Lula também disse que o beneficiamento de minerais críticos extraídos do solo de países do grupo deve ocorrer localmente, com transferência de tecnologia e geração de emprego e renda na região.

O presidente afirmou ainda que a instalação de centros de processamento de dados dentro dos países do Mercosul é uma questão de “soberania digital”.