
“Esses acontecimentos contrastam fortemente com os Estados Unidos, onde o presidente Trump, que também tentou reverter uma eleição, não foi enviado à prisão, mas retornou à Casa Branca. Trump, talvez reconhecendo o peso desse contraste, chamou a acusação contra Bolsonaro de “caça às bruxas” e descreveu sua condenação como ‘uma coisa terrível. Muito terrível.’”
O senador americano Ed Markey, do Partido Democrata de Massachusetts, comentou sobre a condenação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e traçou um paralelo com a política interna dos Estados Unidos.
Em publicação no X, Markey afirmou: “O Brasil está enviando seu negacionista eleitoral à prisão por 27 anos. Nós enviamos o nosso de volta à Casa Branca. O Brasil já viveu sob uma ditadura militar e percebeu claramente a ameaça. Nós falhamos em proteger nossa democracia. Precisamos aprender com o Brasil antes que seja tarde demais”.
Ele compartilhou ensaio do New York Times assinado por Filipe Campante e
“Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal votou 4 a 1 para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por conspirar contra a democracia e tentar um golpe após sua derrota nas eleições de 2022. Ele foi condenado a 27 anos de prisão. Salvo uma apelação bem-sucedida, o que é improvável, Bolsonaro se tornará o primeiro líder de golpe na história do Brasil a cumprir pena na prisão”, escrevem eles.
“Esses acontecimentos contrastam fortemente com os Estados Unidos, onde o presidente Trump, que também tentou reverter uma eleição, não foi enviado à prisão, mas retornou à Casa Branca. Trump, talvez reconhecendo o peso desse contraste, chamou a acusação contra Bolsonaro de “caça às bruxas” e descreveu sua condenação como ‘uma coisa terrível. Muito terrível.’”
Mais: “Diferentemente dos Estados Unidos, as instituições do Brasil agiram de forma vigorosa e, até agora, eficaz para responsabilizar um ex-presidente por tentar reverter uma eleição. É justamente a eficácia das instituições brasileiras que colocou o país no alvo da administração Trump. Sem opções no Brasil, Bolsonaro recorreu a Trump. O filho de Bolsonaro, Eduardo, fez lobby na Casa Branca por meses, buscando uma intervenção dos EUA em favor de seu pai. Trump, que afirmou que o caso de Bolsonaro parecia ‘muito com o que tentaram fazer comigo’, acabou sendo convencido”.





