
"A família Bolsonaro, que antes parecia bem posicionada para indicar um sucessor da direita contra Lula nas eleições de outubro de 2026, hoje está enfraquecida e sem rumo político", analisa o veículo.
O mundo inteiro acompanha o derretimento político de Jair Bolsonaro. Até a tradicional revista britânica The Economist reconhece que o ex-presidente e líder da extrema direita brasileira atravessa um dos piores momentos de sua carreira, marcado por isolamento, perda de aliados e o colapso de sua influência no cenário nacional e internacional.
Em uma reportagem publicada neste sábado (4), o semanário britânico descreve o “declínio acelerado” de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde a sentença, o ex-presidente viu ruir a rede de apoio político que sustentava o bolsonarismo, além de enfrentar fracassos sucessivos nas tentativas de reduzir sua pena ou conquistar uma anistia.
A Economist destaca a desistência de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que era apontado como o principal nome da direita para disputar a Presidência em 2026. Tarcísio, que prometia perdoar Bolsonaro caso vencesse, optou por tentar a reeleição ao governo paulista. O vácuo deixado por ele abriu espaço para outros governadores de centro, nenhum disposto a defender o ex-presidente condenado.






