
O dólar operava perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira (17/10), na última sessão da semana, na qual os investidores seguem com as atenções mais voltadas ao cenário internacional.
O dólar operava perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira (17/10), na última sessão da semana, na qual os investidores seguem com as atenções mais voltadas ao cenário internacional.
Neste último pregão da semana, o mercado repercute a reunião da véspera entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que marcou oficialmente a retomada das negociações entre Brasil e EUA sobre o tarifaço.
Ainda no front externo, o destaque do dia é o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. Os investidores também seguem monitorando declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a taxa de juros.
Dólar
- Às 10h07, o dólar subia 0,16%, a R$ 5,452.
- Mais cedo, às 9h20, a moeda norte-americana recuava 0,06% e era negociada a R$ 5,44, praticamente estável.
- Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,457. A mínima é de R$ 5,432.
- No dia anterior, o dólar fechou em queda de 0,36%, cotado a R$ 5,443.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,26% em outubro e perdas de 11,93% frente ao real em 2025.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no início do pregão.
- Às 10h15, o Ibovespa recuava 0,48%, aos 141,5 mil pontos.
- Na véspera, o indicador fechou o pregão em baixa de 0,28%, aos 142,2 mil pontos.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 2,76% no mês e ganhos de 18,22% no ano.
A reunião entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, terminou sem grandes anúncios imediatos. No entanto, o encontro pavimentou a retomada do diálogo entre Brasil e EUA, que agora se preparam para iniciar negociações envolvendo o tarifaço norte-americano e as sanções contra autoridades brasileiras.
Na reunião, o chanceler reiterou a posição brasileira e pediu a “reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano a partir de julho”. Os próximos passos das negociações, como datas, formato e equipes de negociadores, serão definidos em contatos futuros com Rubio, acrescentou o chanceler brasileiro.
Em entrevista coletiva após a ida à Casa Branca, Vieira revelou que a conversa com Rubio ocorreu em “clima excelente de descontração”, em sintonia com a “boa química” entre os presidente Lula e Donald Trump durante a 80ª Assembleia Geral da ONU.
Após o evento em Nova York, os dois presidentes realizaram uma chamada de vídeo em 6 de outubro, em que acertaram um novo encontro presencial. Segundo o Palácio do Planalto, Lula se mostrou disposto a manter reunião bilateral com Trump na próxima Cúpula da Asean, prevista para acontecer no fim deste mês, na Malásia.
Um dia após conversar por telefone com o líder russo Vladimir Putin, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebe nesta sexta-feira o líder ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca. O encontro, cercado de expectativa, pode marcar uma virada decisiva na estratégia norte-americana em relação à guerra no Leste Europeu e no apoio militar a Kiev – e também mexe com os mercados.





