
“E esse trabalho precisa ser de vários países, tem que ser um trabalho conjunto. Identificar os líderes das organizações criminosas, prendê-los em penitenciárias de segurança máxima e brecar, cortar, o fluxo de dinheiro”, disse Alckmin.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, neste sábado (8/11), que o combate ao crime organizado precisa ser um trabalho em conjunto com diversos países. A declaração foi dada em La Paz, na Bolívia, onde Alckmin participou da cerimônia de posse do novo presidente do país, Rodrigo Paz.
Segundo Alckmin, a maneira mais eficiente de conter organizações criminosas envolve quatro pilares: investigação; tecnologia; isolamento dos líderes do crime organizado e contenção do fluxo de dinheiro.
“E esse trabalho precisa ser de vários países, tem que ser um trabalho conjunto. Identificar os líderes das organizações criminosas, prendê-los em penitenciárias de segurança máxima e brecar, cortar, o fluxo de dinheiro”, disse Alckmin.
Em entrevista a jornalistas locais, o vice-presidente apontou que o governo brasileiro está “combatendo duramente” o crime organizado.
Alckmin citou a sanção da lei que endurece penas à integrantes de facções criminosas no país, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada, e o envio ao Congresso Nacional do PL Antifacção.
O tema da segurança pública ganhou força nos últimos dias depois da repercussão da megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação, criticada pelo governo federal, deixou 121 mortos e se consolidou como a mais letal do estado.
O Projeto de Lei Antifacção tramita na Câmara dos Deputados desde o início da semana. Na sexta-feira (7/11), o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o deputado federal e secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), será o relator da proposta.





