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Senadores aprovam acordo para fim do “shutdown” nos EUA

A medida foi aprovada por 60 votos a 40, durante uma rara sessão realizada no domingo. O acordo, que ainda precisa passar por nova votação no Senado, ser aprovado pela Câmara dos Representantes

Senadores aprovam acordo para fim do “shutdown” nos EUA

Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de domingo (9) uma votação preliminar que abre caminho para o fim do shutdown que paralisou o governo por 40 dias.

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de domingo (9) uma votação preliminar que abre caminho para o fim do shutdown que paralisou o governo por 40 dias. Com o apoio de oito democratas, os republicanos conseguiram o número mínimo de 60 votos necessários para avançar com um pacote de gastos que financia a maior parte das agências federais até janeiro.

A medida foi aprovada por 60 votos a 40, durante uma rara sessão realizada no domingo. O acordo, que ainda precisa passar por nova votação no Senado, ser aprovado pela Câmara dos Representantes e, por fim, receber a assinatura do presidente Donald Trump, representa o primeiro passo concreto para encerrar o impasse orçamentário.

O texto, negociado entre senadores moderados de ambos os partidos, prevê uma medida provisória para financiar o governo até janeiro e três projetos de lei que garantem recursos a programas de agricultura, construção militar e agências legislativas até 2026.

Os cortes propostos por Trump em setores como o programa Alimentos para a Paz — que seria extinto — foram rejeitados, e o Senado destinou US$ 1,2 bilhão (R$ 6,4 bilhões) à iniciativa.

Os democratas tentavam incluir no acordo a prorrogação dos subsídios de saúde previstos na Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act), mas não tiveram sucesso. Mesmo assim, o líder da maioria no Senado, John Thune, prometeu colocar o tema em votação até a segunda semana de dezembro.

“Esta legislação protegerá os funcionários federais de demissões injustificadas, reintegrará aqueles que foram demitidos injustamente durante a paralisação e garantirá que os funcionários federais recebam os salários retroativos, conforme exigido por uma lei que aprovei em 2019”, declarou o senador democrata Tim Kaine, da Virgínia. “Esse é um passo crucial.”

Outros senadores democratas, como Richard Durbin, também defenderam o acordo, citando os prejuízos sofridos por trabalhadores essenciais, como os controladores de tráfego aéreo, que estavam sem salário desde o início da paralisação.

Apesar do avanço, parte da bancada democrata demonstrou insatisfação. O senador Bernie Sanders, de Vermont, afirmou que votar pela reabertura do governo sem a garantia da extensão dos subsídios de saúde “seria um desastre político”.

Na sexta-feira, o líder democrata Chuck Schumer havia tentado um meio-termo, propondo a prorrogação dos créditos fiscais para saúde por um ano, mas os republicanos rejeitaram a oferta. Ainda assim, a aprovação preliminar do pacote de gastos no Senado foi vista como o início do fim de um dos shutdowns mais longos da história americana.

O texto ainda será votado novamente no Senado e depois seguirá para a Câmara dos Representantes. Caso seja aprovado nas duas casas, precisará da assinatura de Trump para encerrar oficialmente a paralisação e liberar o funcionamento completo das agências federais.