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CNI projeta crescimento do PIB em 1,8% para 2025

De acordo com o presidente da confederação, Renato Alban, caso as projeções se confirmem, este seria o menor crescimento do PIB em seis anos.

CNI projeta crescimento do PIB em 1,8% para 2025

Para 2026, a CNI projeta que a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, deve finalizar o ano em 12%, e a inflação em 4,1%, dentro da meta.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta crescimento de 1,8%, em 2026, segundo o relatório Economia Brasileira 2025-2026, divulgado nesta quarta-feira (10/12).

O documento aponta que o avanço deve ocorrer principalmente no setor de serviços, que deve ter alta de 1,9%.

Além disso, segundo a CNI, a alta dos juros e o enfraquecimento do mercado de trabalho serão os principais fatores de desaceleração da economia.

De acordo com o presidente da confederação, Renato Alban, caso as projeções se confirmem, este seria o menor crescimento do PIB em seis anos.

“Não há como fugir da realidade, com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria. O impacto recai sobre a população, pois isso se reflete em menos emprego e renda. É necessário que o Banco Central não apenas inicie o ciclo de cortes na taxa Selic o quanto antes, mas que, ao final de 2026, tenhamos juros reais menores do que as projeções indicam no momento”, disse durante uma coletiva de imprensa.

Para 2026, a CNI projeta que a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, deve finalizar o ano em 12%, e a inflação em 4,1%, dentro da meta.

A meta de inflação é de 3% com banda de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Além dos juros elevados, a CNI projeta que a queda da demanda interna por bens industriais e o aumento das importações devem continuar a penalizar a indústria, em especial a de transformação, que deve ter alta de apenas 0,5% em 2026.

A CNI projeta que as exportações cresçam cerca de 1,6% no próximo ano, levando em consideração as tarifas norte americanas, uma safra de grãos mais modesta, as expectativas de menor demanda de petróleo e um possível desaquecimento da economia da Argentina.

Para o PIB de 2025, a projeção da CNI saiu de 2,4% para 2,5%, puxado principalmente pelo agro, que deve ter alta de 9,6%.

Ao contrário de 2024, em que a alta do PIB se deveu à indústria e ao setor de serviços, neste ano o crescimento vem a reboque do agronegócio. A safra recorde e a boa produção animal devem fazer com que o PIB do setor suba 9,6%.

Os serviços devem crescer 2%, ante a previsão inicial de 1,9%. O resultado reflete o desempenho do segmento
de transportes e dos investimentos ligados à transformação digital. O PIB do setor seria ainda maior não fosse
a política monetária contracionista, que prejudicou o varejo, principalmente, afirmam as estatísticas da confederação.

Além disso, para o diretor de economia da CNI, Mario Sergio Telles, a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil e a desoneração do IR para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil vão aumentar a renda disponível para parte da população, estimulando o consumo e a atividade econômica.