
Donald Trump, declarou durante coletiva concedida neste domingo (28/12), junto do líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que a Rússia deverá ter papel ativo na reconstrução do país após um eventual acordo de paz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou durante coletiva concedida neste domingo (28/12), junto do líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que a Rússia deverá ter papel ativo na reconstrução do país após um eventual acordo de paz.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, o tema foi tratado diretamente em conversa recente com o presidente russo, Vladimir Putin.
“Eles vão ajudar. A Rússia vai ajudar. A Rússia quer ver a Ucrânia prosperar”, declarou Trump ao ser questionado sobre a responsabilidade de Moscou no pós-guerra.
Segundo o republicano, Putin demonstrou disposição para colaborar com a recuperação ucraniana, inclusive com o fornecimento de energia elétrica e outros insumos a preços reduzidos após o fim do conflito. “Pode parecer estranho, mas o presidente Putin foi muito generoso em relação ao sucesso da Ucrânia”, afirmou.
Trump disse ainda que os pontos relacionados à reconstrução já vinham sendo debatidos há cerca de duas semanas por integrantes de sua equipe, entre eles Steve Witkoff, Jared Kushner e Marco Rubio.
A declaração ocorreu após reunião de cerca de duas horas entre Trump e Zelensky, realizada em Mar-a-Lago, clube privado do republicano em Palm Beach, na Flórida. Segundo Trump, as negociações para um cessar-fogo com a Rússia avançaram cerca de 95%.
Durante o encontro, os dois líderes também conversaram por telefone com representantes da União Europeia sobre a mais recente proposta de paz. O republicano avaliou a reunião como “excelente” e afirmou que um acordo pode ser fechado nas próximas semanas, embora tenha evitado estabelecer prazos.
“Se tudo correr bem, a paz na Ucrânia pode ser alcançada em algumas semanas. Se tudo der errado, nada acontecerá”, disse. O presidente americano reconheceu, no entanto, que as negociações ainda podem fracassar.
Apesar do otimismo, Trump admitiu que questões consideradas sensíveis continuam em discussão. Entre elas, a situação da região de Donbas, classificada pelo republicano como “muito complexa”, embora próxima de uma solução.





