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Brasil gerou 1,28 milhão de vagas de trabalho em 2025, aponta Caged

O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões brasileiras e em todas as 27 Unidades da Federação. A região Sudeste liderou a geração de empregos em números absolutos, com saldo de 504,97 mil vagas ao longo de 2025, o que...

Brasil gerou 1,28 milhão de vagas de trabalho em 2025, aponta Caged

Entre os estados, São Paulo concentrou o maior saldo absoluto de vagas criadas em 2025, com 311.228 empregos formais, crescimento de 2,17%. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 100.920 novos postos, alta de 2,60%, enquanto a Bahia registrou saldo positivo de 94.380 vínculos, com crescimento de 4,41%.

O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada. O resultado é fruto de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos registrados entre janeiro e dezembro, consolidando um ano de expansão do emprego formal no país.

Os dados constam no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o levantamento oficial, o estoque de vínculos celetistas cresceu 2,71% ao longo do ano, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de trabalhadores com carteira assinada em atividade.

O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões brasileiras e em todas as 27 Unidades da Federação. A região Sudeste liderou a geração de empregos em números absolutos, com saldo de 504,97 mil vagas ao longo de 2025, o que representa crescimento de 2,10%.

Na sequência aparece o Nordeste, que criou 347,94 mil empregos formais no acumulado do ano, registrando expansão de 4,38%. A região Sul apresentou saldo positivo de 186,12 mil vagas, com alta de 2,16%. Já o Centro-Oeste somou 149,53 mil novos postos de trabalho, crescimento de 3,56%, enquanto o Norte fechou o ano com saldo de 90,61 mil empregos formais, avanço de 3,81%.

Entre os estados, São Paulo concentrou o maior saldo absoluto de vagas criadas em 2025, com 311.228 empregos formais, crescimento de 2,17%. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 100.920 novos postos, alta de 2,60%, enquanto a Bahia registrou saldo positivo de 94.380 vínculos, com crescimento de 4,41%.

As maiores taxas de expansão do emprego formal foram observadas no Amapá, que apresentou crescimento de 8,41%, seguido pela Paraíba, com 6,03%, e pelo Piauí, que registrou alta de 5,81% no estoque de empregos com carteira assinada.

No recorte por atividades econômicas, todos os cinco grandes grupamentos apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em 2025. O setor de Serviços foi o principal motor da expansão, com a criação de 758.355 vagas, crescimento de 3,29%.

Dentro desse setor, destacaram-se as atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, que responderam por 318.460 novos postos, com alta de 3,12%. Também tiveram desempenho relevante as áreas de administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que registraram saldo positivo de 194.903 empregos formais, igualmente com crescimento de 3,12%.

Em dezembro, mês que tradicionalmente apresenta retração no mercado de trabalho formal, o saldo foi negativo, com fechamento de 618.164 vagas. A redução atingiu homens, com menos 348,4 mil postos, e mulheres, com queda de 269,7 mil empregos.

Entre os estados, as maiores retrações foram registradas em São Paulo, com saldo negativo de 224,2 mil vagas, seguido por Minas Gerais, com redução de 72,7 mil, e Paraná, com fechamento de 51 mil postos de trabalho.

No recorte por setores, todos os grandes grupamentos apresentaram desempenho negativo em dezembro, com destaque para Serviços, que perdeu 280,8 mil vagas, Indústria, com retração de 135 mil postos, e Construção, que registrou saldo negativo de 104 mil empregos.

No mesmo mês, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, registrando leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, no entanto, o salário médio real apresentou crescimento de 2,55%, de acordo com os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.