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Lula barra entrada de assessor de Trump no Brasil

Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado....

Lula barra entrada de assessor de Trump no Brasil

"Ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, da mulher dele e da filha dele de dez anos.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (13), durante evento no Rio de Janeiro, que determinou a proibição da entrada no Brasil de um assessor ligado ao governo dos Estados Unidos após a suspensão do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). A declaração ocorreu em meio a um episódio diplomático envolvendo o assessor do Departamento de Estado norte-americano Darren Beattie, associado ao governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Segundo Lula, a medida foi tomada como resposta direta ao bloqueio do visto do ministro brasileiro e de seus familiares. Durante o discurso, o presidente declarou: “Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, da mulher dele e da filha dele de dez anos. Então, Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”.

O episódio ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reformar a decisão que havia autorizado Darren Beattie a visitar o Jair Bolsonaro na prisão. A mudança foi adotada depois que o Ministério das Relações Exteriores informou ao tribunal que o assessor norte-americano não possuía agenda diplomática oficial no Brasil.

De acordo com Moraes, o visto concedido ao integrante do Departamento de Estado foi solicitado com base em sua participação no “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos”, e não para uma visita a Bolsonaro. Na decisão, o ministro explicou que o pedido de visto ocorreu por meio da nota verbal 170 e estava vinculado apenas ao evento internacional. “O processamento e a concessão do visto ocorreram exclusivamente com base na justificativa apresentada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América”, escreveu o magistrado.

Até então, segundo o ministro, não havia qualquer agenda diplomática previamente comunicada ao Itamaraty. Além disso, um encontro com o secretário de Europa e América do Norte do ministério foi solicitado apenas por mensagem enviada por diplomata norte-americano na mesma data.

Na decisão, Moraes observou que essa reunião também não estava confirmada, reforçando que a justificativa inicial apresentada para a concessão do visto não incluía compromissos diplomáticos ligados à visita ao ex-presidente brasileiro.