
Lula fez cobrança direta ao governador Tarcísio de Freitas ao defender maior transparência sobre a origem dos recursos aplicados em obras e programas sociais no estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quarta-feira (25) uma cobrança direta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao defender maior transparência sobre a origem dos recursos aplicados em obras e programas sociais no estado. A declaração ocorreu durante visita à fábrica de trens da chinesa CRRC, em Araraquara (SP), em meio a anúncios de investimentos em mobilidade urbana.
Segundo informações sobre o evento, a agenda também incluiu a assinatura de contratos de financiamento do BNDES voltados a projetos estruturantes, reforçando a presença do governo federal em iniciativas estratégicas no estado de São Paulo.
O presidente também apontou o potencial econômico do país e defendeu um salto no desenvolvimento nacional. “O Brasil pode chegar a ser a quinta economia do mundo”, disse, ao citar recursos naturais, população e capacidade produtiva como vantagens estratégicas.
No campo interno, o presidente abordou projetos de infraestrutura e reforçou que o governo federal apoia iniciativas independentemente de alinhamento político. “Eu não fico pensando de que partido é o governador. Fico pensando se o povo precisa ou não daquele projeto”, declarou, ao comentar o financiamento de projetos ferroviários em São Paulo.
A crítica mais contundente foi direcionada à forma como investimentos federais são apresentados no estado. Lula afirmou que obras e programas frequentemente são divulgados sem o devido reconhecimento da participação da União. “Era só falar. E depois pode falar mal de mim à vontade. Mas conte a verdade”, disse, ao mencionar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
O presidente detalhou a proporção dos recursos aplicados nas moradias. “O governo federal, no Casa Paulista, coloca R$ 155 mil e eu só coloco R$ 20 mil”, afirmou, ao defender que a população seja informada sobre a origem dos investimentos.
Ao concluir, o presidente reforçou que a atuação da União não deve ser vista como favor. “O governo federal tem obrigação de colocar dinheiro, não estamos fazendo favor”, afirmou, ao reiterar a cobrança por reconhecimento institucional.





