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Ciro confirma pré-candidatura ao governo do Ceará e descarta Planalto

A movimentação é acompanhada de perto pelo governador Elmano de Freitas, do PT, que deve tentar a reeleição. Ciro é hoje o principal obstáculo ao projeto petista no Ceará, já que pesquisas mostram o tucano competitivo contra Elmano

Ciro confirma pré-candidatura ao governo do Ceará e descarta Planalto

Ciro havia estabelecido a primeira quinzena de maio como prazo para decidir entre a disputa nacional e o governo do Ceará. A confirmação da pré-candidatura estadual fortalece o plano original de retorno ao Palácio da Abolição.

Ciro Gomes confirmou que será pré-candidato ao governo do Ceará em 2026. A declaração foi feita em encontro com lideranças locais do PSDB, em Fortaleza, e encerra a dúvida sobre uma eventual quinta candidatura do ex-governador à Presidência da República.

A chapa deve ser oficializada no próximo sábado (16). “Às 9h da manhã, no colégio Evandro Ayres de Moura, eu vou assumir minha candidatura a governador”, disse Ciro em áudio divulgado pelo portal Ceará Agora e confirmado pelo UOL.

A possibilidade de Ciro disputar o Planalto havia sido estimulada pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. Em abril, Aécio convidou o ex-ministro para concorrer à Presidência pelo partido, mas Ciro afirmou que avaliaria a decisão com aliados.

Ciro havia estabelecido a primeira quinzena de maio como prazo para decidir entre a disputa nacional e o governo do Ceará. A confirmação da pré-candidatura estadual fortalece o plano original de retorno ao Palácio da Abolição.

A movimentação é acompanhada de perto pelo governador Elmano de Freitas, do PT, que deve tentar a reeleição. Ciro é hoje o principal obstáculo ao projeto petista no Ceará, já que pesquisas mostram o tucano competitivo contra Elmano

A última pesquisa Genial/Quaest mostra Ciro à frente de Elmano em simulação de segundo turno, por 46% a 35%. Contra Camilo Santana, o cenário é mais equilibrado: o petista aparece numericamente à frente, com 44%, contra 39% de Ciro.

A definição também afeta o PT nacional. Camilo Santana deixou o Ministério da Educação no prazo de desincompatibilização e é tratado como alternativa caso a reeleição de Elmano não avance, embora a justificativa oficial seja a participação nas campanhas locais e nacional.