
A avaliação é que Lula poderia usar a resistência de Alcolumbre como argumento de que elites políticas impedem o fim da escala 6×1.
Lideranças do PT no Congresso Nacional avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dá um “tiro no pé” ao segurar a PEC do fim da escala 6×1, já aprovada pela Câmara, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.
Na leitura de caciques petistas, uma proposta com apelo popular pode gerar manifestações caso Alcolumbre não coloque o texto em votação no Senado. O cálculo interno é que a pressão atingiria diretamente o presidente da Casa e outros senadores.
Petistas comparam a situação à PEC da Blindagem, proposta que criava exceções judiciais para parlamentares e dirigentes partidários e cuja possível votação provocou protestos. A aposta agora é que movimentos populares podem ir às ruas para cobrar o avanço da PEC da escala 6×1.
Integrantes do partido também preveem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode obter ganho político se o Senado mantiver o bloqueio. A avaliação é que Lula poderia usar a resistência de Alcolumbre como argumento de que elites políticas impedem o fim da escala 6×1.
A frase indica a leitura de setores do PT de que a votação antes do período eleitoral poderia retirar do presidente Lula um discurso de campanha sobre a necessidade de eleger parlamentares favoráveis ao fim da escala 6×1.
Alcolumbre se tornou alvo de preocupação no Palácio do Planalto após impor derrotas ao governo Lula no Senado. A pauta da escala de trabalho entra nesse ambiente de atritos entre o comando da Casa e a base governista.
A PEC do fim da escala 6×1 permanece no centro da disputa porque mexe com uma reivindicação de trabalhadores e com a agenda política do Congresso. Petistas esperam que a possibilidade de cobrança pública aumente o custo de Alcolumbre manter o texto parado no Senado.





