
Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam.
Em artigo intitulado “Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?” publicado na coluna Eliane Cantanhêde, do Estadão deste sábado (20), a jornalista questiona a ausência de uma operação de busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso Banco Master. No texto, ela compara a situação do filho de Jair Bolsonaro com as medidas já tomadas contra os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI), ambos citados nas investigações sobre Daniel Vorcaro. Confira os principais trechos:
Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL? (…)
A PF tem provas irrefutáveis, inclusive com áudios, de que Flávio pediu a bagatela de R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, do Master, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, e de que foi a São Paulo para um encontro olho a olho com o banqueiro, quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica. (…)

Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam. Até por isso, não parece crível fazer operações contra dois senadores envolvidos e não contra outro, com áudio, viagem, dinheiro na conta, aliás, aqui e no exterior. E não foi pouco dinheiro… (…)





