
Ao ser pressionado sobre se estaria lucrando enquanto exerce a Presidência dos Estados Unidos, Trump afirmou: “Eu ganhei muito dinheiro antes de me tornar presidente.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou se desvincular nesta quarta-feira das revelações contidas em suas declarações financeiras pessoais, que apontam mais de US$ 1 bilhão em receitas provenientes de criptomoedas e de outros empreendimentos privados. As informações foram divulgadas pelo The Hill, que relatou as declarações do presidente a jornalistas antes de sua viagem ao estado de Dakota do Norte.
Ao ser pressionado sobre se estaria lucrando enquanto exerce a Presidência dos Estados Unidos, Trump afirmou: “Eu ganhei muito dinheiro antes de me tornar presidente.”
O presidente também declarou que suas finanças pessoais são administradas por grandes instituições financeiras por meio de um mecanismo que descreveu como uma espécie de conta cega. “Eles investem meu dinheiro. Eu não falo com eles. Eu nem falo com eles”, disse. Em seguida, acrescentou: “Então, eu tenho muitas pessoas, não sei como chamam, contas fechadas ou algo assim, você coloca o dinheiro deles e é isso. Eu não falo com eles. São grandes instituições, e elas administram.”
As declarações financeiras divulgadas na terça-feira mostram que Trump arrecadou mais de US$ 500 milhões apenas com a World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada em parceria com seus filhos Eric Trump e Donald Trump Jr., que estavam ao lado do presidente durante a conversa com a imprensa. Somadas às demais fontes de receita declaradas, os rendimentos ultrapassam US$ 1 bilhão.
A World Liberty Financial foi lançada no segundo semestre de 2024, quando Trump ainda era candidato à Presidência e passou a defender de forma aberta a indústria de criptomoedas durante sua campanha eleitoral. Desde o início de seu segundo mandato, a empresa tornou-se alvo de sucessivas controvérsias.
Embora Trump insista que não acompanha nem interfere na administração de sua fortuna pessoal, a divulgação de receitas superiores a US$ 1 bilhão reacendeu o debate sobre a mistura entre interesses privados e exercício do poder. O caso reforça os questionamentos sobre os limites éticos da atuação empresarial da família presidencial e amplia a pressão sobre a Casa Branca, diante de acusações de que Donald Trump continua se beneficiando financeiramente de negócios ligados a um setor que também está sujeito às decisões de seu próprio governo.





