
Além da prisão do pastor Márcio Poncio, a ação também atingiu outros investigados, incluindo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, alvo de mandado de busca e apreensão.
O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2) na Operação Unha e Carne, ação investiga esquema ligado à máfia do cigarro, jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Rio, em mais uma etapa de uma ofensiva que mira supostas conexões entre o crime organizado e agentes públicos no estado fluminense. Segundo o G1, a operação foi deflagrada com ordens expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou medidas como prisões, buscas e apreensões no âmbito das investigações.
A investigação aponta possíveis vínculos do pastor com a chamada “Máfia do Cigarro”, estrutura criminosa associada ao contraventor Adilsinho, identificado como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado. Segundo a Polícia Federal, esta fase busca aprofundar indícios de lavagem de dinheiro atribuída ao grupo e possíveis ramificações envolvendo integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio. Adilsinho e outros investigados já estavam presos, e houve determinação de sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
O caso se insere no contexto da decisão do STF no âmbito da ADPF das Favelas (ADPF 635), que determinou maior atuação da Polícia Federal em investigações sobre organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos. A operação atual é desdobramento de fases anteriores da Operação Unha e Carne, iniciada a partir da Operação Fumus, de 2021, que investigava o monopólio ilegal do comércio de cigarros no Grande Rio.
A Operação Unha e Carne já teve outras quatro fases entre dezembro de 2025 e maio de 2026, com foco inicial em vazamentos de informações sigilosas que teriam comprometido ações contra o Comando Vermelho. Em desdobramentos posteriores, a investigação passou a envolver suspeitas de participação de agentes do Judiciário, políticos e operadores do esquema criminoso, ampliando o alcance das apurações conduzidas pela Polícia Federal.





