
Damares relatou os ataques na Comissão de Direitos Humanos do Senado, na quarta-feira (01). Ela afirmou que recebeu ofensas pessoais e disse que a chamaram de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”, além de citarem acusações sobre sua vida privada.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) agradeceu publicamente à deputada Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente, pela mensagem de solidariedade após relatar ameaças contra sua filha. A parlamentar disse ter “carinho e admiração” pela adversária política.
“Deputada, suas palavras me emocionaram e aqueceram meu coração”, escreveu Damares ao responder à manifestação de Marina.
A senadora também mencionou a relação anterior entre as duas, apesar da distância política atual. “Estamos hoje em lados opostos na política, mas todos sabem que no passado já estivemos do mesmo lado, juntas, lutando por um Brasil melhor. E todos também sabem que tenho carinho e admiração pela senhora e que somos irmãs em Cristo”, afirmou.
Marina havia publicado uma mensagem no X em solidariedade à senadora. “Expresso aqui minha solidariedade à senadora Damares Alves diante das ameaças, ataques e ofensas que sofreu nos últimos dias. Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher. A misoginia, venha de onde vier e atinja quem atingir, precisa ser enfrentada com firmeza por todas as pessoas que acreditam na democracia, no respeito e na dignidade humana.”
Damares relatou os ataques na Comissão de Direitos Humanos do Senado, na quarta-feira (01). Ela afirmou que recebeu ofensas pessoais e disse que a chamaram de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”, além de citarem acusações sobre sua vida privada.
A senadora também afirmou que as ameaças envolveram sua filha. “Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar.”
Os relatos ocorreram depois de Damares sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que deixou o comando do PL Mulher. A senadora cobrou reação a ataques contra Michelle e afirmou que o silêncio diante das agressões seria conivência.





