
Caprichoso triunfou na arena do boi bumbá e o conquista o 27º título de sua história do Festival Folclórico de Parintins. Com o tema “O Brinquedo da Resistência”
O Boi Caprichoso triunfou na arena do boi bumbá e o conquista o 27º título de sua história do Festival Folclórico de Parintins. Com o tema “O Brinquedo da Resistência”, o boi azul e branco emocionou e foi o grande vencedor do 59º Festival Folclórico de Parintins. A apuração ocorreu nesta segunda-feira, 29, no Bumbódromo, palco do embate entre os bumbás.
Como ocorre todos os anos, a apuração foi cercada de muita expectativa. A cada voto, o nervosismo invadia Arena Bumbódromo, que assistiu a explosão de emoções com a a vitória do Caprichoso, com 1259 pontos contra 1258 pontos do Garantido.
Resultado
Primeira noite (empate técnico0
Caprichoso: 419,6 pontos
Garantido: 419,6 pontos
2ª Noite:
Caprichoso: 419,7 pontos
Garantido: 419,3 pontos
3ª Noite:
Caprichoso: 419,7 pontos
Garantido: 419,4 pontos
Na sua apresentação de abertura, que deu início ao 59º Festival de Parintins, o Caprichoso brindou o público com a leveza de sua arte que ganhou destaque apoteótico entre a Marujada.
Com sua evolução coreografada com suaves e bem coordenados movimentos, Valentina Cid, a Sinhazinha da Fazenda, entusiasmou o público. Os efeitos especiais ilusionistas permitiram que ela flutuasse na frente dos jurados, da galera e do Boi da Cara Preta.
Marciele Albuquerque, a Cunhã-Poranga, fez uma entrada espetacular. De dentro da alegoria da Lenda Amazônica, que representava a “Cobra Grande – A Deusa da Encantaria”, ela surgiu com uma indumentária amarela e uma evolução potente.
Na segunda apresentação, o Caprichoso destacou a Amazônia como território sagrado e ancestral, com lendas, alegorias e rituais, o Caprichoso reforçou a preservação da floresta e o valor dos saberes tradicionais.
A Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, inspirada em um dos personagens mais conhecidos do imaginário amazônico, deu início a segunda apresentação do boi, mostrando a entidade lendária como protetor da floresta, dos animais e dos caminhos da mata, símbolo da resistência diante das ameaças ao território.
A cunhã-poranga Marciele Albuquerque evoluiu ao som da toada “Trilha de Curupira”, representado a a força da mulher indígena e sua conexão com a floresta, em um dos momentos mais aguardados da segunda noite.
Os pescadores e pescadoras da Amazônia estiveram, também, presentes na apresentação do bumbá – uma forma de homenagear quem vive dos rios e mantém tradições passadas de geração em geração.
Exaltação Cultural “Festa do Povo da Floresta”, apresentado reuniu ritmos, danças e tradições populares, celebrando a diversidade cultural da Amazônia e a relação dos povos com o território.
No encerramento da apresentação, o Caprichoso apresentou o Ritual de Transcendência Asurini – Maraká, inspirado na cosmologia do povo Asurini do Xingu, que retratou a espiritualidade indígena e a conexão entre o mundo material e o dos encantados, reafirmando a força dos saberes ancestrais.





