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Trump acusa opositores de serem “comunistas malignos” e fala em expulsá-los dos EUA

Trump cobrou que o Congresso aprove o projeto de lei Save America, apresentado pela Casa Branca, que ampliaria exigências de identificação de eleitores e tornaria o voto mais difícil. Ele também defendeu o fim do obstrucionismo parlamentar para acelerar a...

Trump acusa opositores de serem “comunistas malignos” e fala em expulsá-los dos EUA

Ao defender o Save America, Trump afirmou que o voto deve seguir regras mais rígidas e pediu aprovação imediata do texto. A proposta de registro de eleitores concentrou a parte mais concreta do discurso, em meio a ataques a adversários e críticas à atuação do Legislativo.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, discursou no Memorial Nacional do Monte Rushmore na noite de 4 de julho e usou a celebração do 250º aniversário da independência do país para atacar opositores e defender mudanças nas regras eleitorais, quatro meses antes das eleições de meio de mandato.

O republicano chamou adversários de comunistas e os descreveu como “ímpios” e “malignos”. No discurso, tratou o comunismo como o principal inimigo a ser enfrentado no feriado nacional e vinculou o tema a uma disputa política interna.

Trump cobrou que o Congresso aprove o projeto de lei Save America, apresentado pela Casa Branca, que ampliaria exigências de identificação de eleitores e tornaria o voto mais difícil. Ele também defendeu o fim do obstrucionismo parlamentar para acelerar a tramitação da proposta.

O pronunciamento ocorreu diante das esculturas de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, em Dakota do Sul. A cerimônia teve segurança reforçada, música, iluminação e condições climáticas adversas durante as festividades.

Ao defender o Save America, Trump afirmou que o voto deve seguir regras mais rígidas e pediu aprovação imediata do texto. A proposta de registro de eleitores concentrou a parte mais concreta do discurso, em meio a ataques a adversários e críticas à atuação do Legislativo.

O presidente mencionou Karl Marx e comparou o comunismo a ameaças históricas enfrentadas pelos Estados Unidos, como Pearl Harbor e os ataques de 11 de setembro. Ele usou as referências em tom de alerta, sem apresentar novas medidas além da defesa do projeto eleitoral.

Trump também mirou uma ala progressista do Partido Democrata e alternou elogios à identidade nacional americana com avisos sobre supostas ameaças ao idioma, às armas e ao modo de vida do país. A fala começou em tom otimista, mas avançou para uma linha de confronto político.

A cerimônia contou com integrantes da equipe de governo, cobertura da imprensa, convidados locais e autoridades estaduais. A programação integrou as celebrações do feriado de independência e incluiu atividades organizadas no entorno do memorial.