
No domingo (5), Richarlison comentou uma publicação do partido Missão, ligado ao MBL, em que o pré-candidato Renan Santos provocou Flávio no X. “Devolve a casa do Richarlison”, escreveu Santos. O jogador respondeu apenas: “Vdd”.
O jogador Richarlison Andrade voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma mansão em ilha de Angra dos Reis avaliada em cerca de R$ 10 milhões, alvo de disputa judicial com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar. Flávio foi listado como testemunha no processo movido por Tomaz contra o atleta.
No domingo (5), Richarlison comentou uma publicação do partido Missão, ligado ao MBL, em que o pré-candidato Renan Santos provocou Flávio no X. “Devolve a casa do Richarlison”, escreveu Santos. O jogador respondeu apenas: “Vdd”.
Ao republicar o vídeo, Richarlison acrescentou: “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”. Na terça-feira (30), em uma live da advogada imobiliária Ana Paula Zantut, ele também havia comentado a disputa: “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”.
A defesa de Willer Tomaz sustenta que o processo já transitou em julgado em 2025, com decisão favorável ao advogado. O escritório dele enviou uma retratação assinada por Ana Paula Zantut, na qual ela afirma que seus comentários partiram de notícias antigas e desatualizadas e que a publicação anterior continha “imprecisões relevantes”.
A propriedade fica na Ilha Comprida e reúne 11 suítes, praia privativa, cachoeira, heliponto, piscina e quadra de tênis. Documentos judiciais e relatos sobre o caso apontam que Flávio conheceu o imóvel em 2020 e demonstrou interesse, mas o então proprietário informou que a venda já havia sido fechada com a empresa Sport 70, de Richarlison e do empresário Renato Velasco.
Tomaz também aparece em outros episódios ligados ao entorno de Flávio Bolsonaro. Em 2019, os dois sacaram cerca de R$ 1,5 milhão em espécie em caixas de um cassino em Las Vegas, nos Estados Unidos, e afirmaram na época que o dinheiro serviria para apostas. Em 2017, a Operação Patmos prendeu preventivamente o advogado sob acusação de atuar para comprar decisões judiciais em favor de Joesley Batista; ele negou as acusações e a Justiça o colocou em liberdade posteriormente.





