
Barretão também esteve por trás de obras emblemáticas como Bye Bye Brasil (1979), de Carlos Diegues, e Memórias do Cárcere (1983), de Nelson Pereira dos Santos.
Morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, o cineasta, produtor e diretor de fotografia Luiz Carlos Barreto. Conhecido afetuosamente no meio cultural como “Barretão”, ele deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas à consolidação e ao fortalecimento do audiovisual nacional.
Consolidando-se como uma das figuras mais influentes do movimento do Cinema Novo, Barreto atuou como diretor de fotografia em obras transcendentais da cinematografia brasileira, como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos — premiado no Festival de Cannes em 1964 —, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
Em meados dos anos 1960, migrou definitivamente para a produção cultural. Fundou a distribuidora Difilm e, posteriormente, a produtora L.C. Barreto, ao lado de sua esposa, Lucy Barreto. Sob o comando da produtora, realizou dezenas de títulos históricos que marcaram gerações e bateram recordes de bilheteria, como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido por seu filho Bruno Barreto, que levou mais de 10 milhões de espectadores aos cinemas.
Além do trabalho criativo e de produção de mais de 70 filmes, Luiz Carlos Barreto sempre exerceu um papel central na articulação política e institucional em defesa do setor audiovisual brasileiro, atuando ativamente na criação de diretrizes para a autossustentabilidade da indústria cinematográfica no país.





