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EUA assinam acordo com Arábia Saudita que pode permitir combustível nuclear

Qualquer acordo que conceda à Arábia Saudita acesso à tecnologia nuclear pode gerar controvérsia, tanto internamente quanto em toda a região do Oriente Médio, uma vez que a capacidade de enriquecer combustível nuclear poderia, em teoria, levar eventualmente à criação...

EUA assinam acordo com Arábia Saudita que pode permitir combustível nuclear

O documento, conhecido como "acordo 123", teria duração de 30 anos, segundo uma autoridade americana, que acrescentou que ele envolveria empresas dos EUA fornecendo tecnologia e expertise para desenvolver o programa saudita.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou a assinatura de um acordo nuclear com a Arábia Saudita nesta quarta-feira (22). O texto seguirá agora para o Congresso para um período de análise obrigatória.

Isso pode permitir o enriquecimento de combustível para reatores nucleares civis sem adotar o “padrão-ouro” de supervisão internacional, segundo duas autoridades dos EUA e uma fonte a par do assunto.

O documento, conhecido como “acordo 123”, teria duração de 30 anos, segundo uma autoridade americana, que acrescentou que ele envolveria empresas dos EUA fornecendo tecnologia e expertise para desenvolver o programa saudita.

Qualquer acordo que conceda à Arábia Saudita acesso à tecnologia nuclear pode gerar controvérsia, tanto internamente quanto em toda a região do Oriente Médio, uma vez que a capacidade de enriquecer combustível nuclear poderia, em teoria, levar eventualmente à criação de armas nucleares.

Na declaração de anúncio da assinatura, o secretário de Energia americano, Chris Wright, argumentou que “os acordos mantêm os mais altos padrões de segurança nuclear e não proliferação”.

A CNN havia noticiado anteriormente que o governo deixou o acordo parado por meses devido a preocupações com a guerra envolvendo o Irã e a possibilidade de rejeição pelo Congresso.

Antes que o enriquecimento de urânio possa começar, uma equipe conjunta dos EUA e da Arábia Saudita avaliaria se a medida é justificada e comercialmente viável, e os americanos construiriam a instalação sem transferir a tecnologia sensível para o país do Oriente Médio.

Além disso, o acordo proíbe Riad de desenvolver sua própria tecnologia de enriquecimento ou de adquiri-la de outros países por uma década, segundo o Wall Street Journal, que noticiou em primeira mão a aprovação do acordo.

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